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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

PSDB e DEM exploram religiosidade para reverter votos

Guardada as devidas proporções, mas a campanha política está lembrando a década de 1960 quando aconteceu em São Paulo a “Marcha da Família”, onde a questão da religião católica predominou face a iminência de um governo “comunista” de João Goulart. Era criança mas lembro bem que se falava que “comunista comia criancinhas”. Agora é a mulher do candidato José Serra (PSDB), Mônica Serra, que fala que Dilma Ruosseff (PT) manda “matar criancinhas”. Além disso a questão do aborto com a Igreja conservadora tomando partido em favor de Serra e dizendo que se Dilma for eleita presidenta da República vai liberar o aborto no Brasil.

Observa-se uma certa mobilização neo-liberal com o apoio da imprensa golpista e da Igreja conservadora para tentar conquistar os votos e a boa fé dos cristãos, colocando que a liberação do aborto é uma forma de interromper a vida. É claro que estão aproveitando a ingenuidade das pessoas para reverter o quadro desfavorável ao tucano sobretudo no Nordeste, onde o programa Bolsa Família tem grande influência no que diz respeito ao voto em Dilma. E por que isso? Porque os neo-liberais e a Igreja conservadora sabem que os clientes do Bolsa Família são, em sua grande maioria, católicos, e seguem à risca o que recomenda a Igreja.

O voto é livre e, portanto, a Igreja não deveria interferir na posição de seus fiéis. Levar a sucessão presidencial para dentro da Igreja como alguns padres têm feito e transformá-lo em homilia é, sinceramente, um absurdo. Assim como o governo é laico e não interfere nas questões religiosas a Igreja Católica também não deveria interferir em questões políticas. Os padres são livres para pensar e ter posições políticas, mas daí tentar induzir fiéis a votar em candidato A ou B há uma diferença muito grande.

O segundo turno da eleição presidencial, infelizmente, está se caracterizando pelo terrorismo eleitoral. E o pior é que esse terrorismo está sendo feito para conquistar votos de eleitores ingênuos usando e abusando da religiosidade e da fé das pessoas. O debate que deveria ser em cima de propostas e ideias descambou para a baixaria e para a contra-informação, o que só se tem a lamentar!

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