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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Os resultados práticos da reunião

O que se pode observar de prático na reunião promovida, hoje pela manhã, pela governadora Wilma de Faria com a classe política do estado e representantes do BNDES e da Petrobras, para discutir a viabilidade do aeroporto de São Gonçalo e da Planta de PVC em Guamaré, é que o governo federal, mais uma vez, está “empurrando com a barriga” o crescimento econômico do RN.

Já tive oportunidade de falar em outros editoriais sobre isso. Muitos podem pensar que sou do contra, que não quero o desenvolvimento do estado. Mas não é isso. É que a leitura que faço talvez seja uma leitura mais realista e sem devaneios.

Hoje na reunião do Centro de Convenções os dois representantes do governo federal – BNDES e Petrobras – deixaram claro isso. O senhor Carlos Tovar, gerente do Deprtamento de Transporte e Logística do banco, por exemplo, apesar de alimentar esperanças ao governo do estado sobre o novo aeroporto, confirmou que a instituição vai encomendar uma consultoria para verificar a viabilidade econômica do empreendimento. Lembram da consultoria também encomendada pela Petrobras para saber da viabilidade econômica da Planta de PVC em Guamaré? O resultdo foi dito agora. É inviável.

Pois muito bem. O que o BNDES vai fazer é a mesma coisa para dar uma justificativa ao estado de que o aeroporto não vai sair por ser inviável economicamente. Espero estar errado nesse raciocínio, mas certamente isso ocorrerá, até porque vão alegar que falta infra-estrutura necessária para um mega-aeroporto ser construído no RN, como por exemplo boas estradas de acesso, produção incipiente para se construir aqui um terminal de cargas considerado o maior da América Latina, e por aí vai.

Sem falar na ZPE [Zona de Processamento de Exportação] que para viabilizar o tão sonhado aeroporto se faz mecessário primeiro implantá-la, para justificar tamanho empreendimento, sem o que duvido muito que algum grupo privado se interesse em participar de uma PPP [Parceria Público Privada], que seria a primeira no país, se não houver uma boa contrapartida para os investimentos que se fazem necessários.

Bom, falei do aeroporto. Agora vou falar da Planta de PVC. Como já disse, a estatal brasileira de petróleo mais uma vez ludibriou o governo do RN. Pelo menos dessa vez foi sincero e pois fim ao sonho de termos por aqui um Pólo Petroquímico. O senhor Paulo Roberto Campos, diretor de Abastecimento da Petrobras foi curto e grosso quando disse que a Planta de PVC é inviável. E agora, o que fazermos para tentar convencer a União de que o RN necessita de grandes investimentos pra crescer econômicamente e que só os programas assistencialistas como o Bolsa Família e o Bolsa Escola não levam ao desenvolvimento, apenas serve para amenizar a fome e ganhar eleições?

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One Response to Os resultados práticos da reunião

  1. Wilson disse:

    Barbosa, concordo com você: continuamos ludibriados

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