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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Por que a mídia não dá destaque?

Interessante está a campanha do segundo turno para presidente da República. A questão do aborto vem à tona de forma deturpada e até sórdida querendo desqualificar a candidata Dilma Ruosseff e livrando o seu oponente José Serra do debate que envolve o tema. Até a Igreja Católica – entenda-se, o núcleo conservador – comprou a briga.

Retomo o tema porque ainda no início deste mês a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou nota (divulgada aqui neste blog no último dia 7) mas precisamente a Comissão Brasileira Justiça e Paz, da entidade, manifestando-se “preocupada com o momento político na sua relação com a religião”. Diz a nota:

– Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente, afirmou a entidade, no comunicado.

A Comissão de Justiça e Paz  lembrou que a CNBB não impôs veto a ninguém nas eleições. Afirmou ainda que alguns grupos continuam induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem nisso.

– Constrangem nossa consciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial, afirma a nota da comissão.

Apesar da nota oficial da CNBB a chamada “grande imprensa” não deu destaque. E por que não deu destaque? Claro está que não foi dado destaque porque não interessa ao candidato tucano a posição oficial da Igreja.

À José Serra interessa essa onda de boatos sórdidos contra Dilma proliferado na Internet e repercutido na imprensa golpista. Por outro lado o PiG (Partido da Imprensa Golpista) como costuma se referir o jornalista Paulo Henrique Amorim, tem medo que se Dilma for eleita vá fazer o controle social da mídia. Esse o grande temor.

Longe disso, a imprensa neste país é livre. Apura – e deixa de apurar – o que quer. Publica – e deixa de publicar – o que deseja. Opina – e deixa de opinar – sobre o que bem entende.

Tanto é que no caso da nota da CNBB a imprensa livre não deu tanta dimensão. Neste caso aplica-se muito bem dizer que deixou de publicar e deixou de opinar sobre o que não desejava.

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