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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A Assembléia Legislativa, por proposição de seu presidente, deputado Robinson Faria (PMN), realizará audiência pública nesta segunda-feira, para debater a necessidade urgente de recuperação dos prejuízos causados pelas enchentes às atividades da carcinicultura, salineira e fruticultura, setores essenciais à economia do Rio Grande do Norte.
De acordo com Faria, o evento servirá, primeiramente, para discutir as providências e demandas que devem ser abraçadas pela classe política para atender aos segmentos prejudicados com as fortes chuvas. Depois, saber como estão os encaminhamentos para a liberação dos recursos prometidos pelo governo federal e as obras estruturantes necessárias para a continuidade das três atividades.
O setor de carcinicultura, por exemplo, segundo dados da ABCC [Associação Brasileira de Criadores de Camarão], de um total de 2.600 ha de viveiros em produção na região do Vale do Assu, uma área equivalente a 1.500 ha foi completamente inundada, com perdas totais de 1.440 toneladas de camarão e 720 toneladas de tilápias. Os prejuizos diretos, apenas com a evasão do camarão em cultivo, representam R$ 16,6 milhões, sem contar as perdas de equipamentos e instalações. A área em questão representa 37% da área de camarão criado em viveiros no Rio Grande do Norte e, responde por 45% da produção do crustáceo do estado, bem como 90% das exportações, gerando 2 mil empregos diretos.
Com relação a fruticultura, que hoje gera 30 mil empregos, os prejuízos atingiram especialmente as plantações do Vale do Assu. De acordo com o Coex [Comitê Executivo de Fitosanidade do RN], as perdas estão calculadas em R$ 70 milhões somente na região. Nas plantações próximas a cidade de Mossoró, os prejuízos chegam a R$ 10 milhões. Uma das empresas que atuam no Vale, a Del Monte, produtora de banana, perdeu 70% dos 3 mil ha de plantações. Também foram perdidas as safras de manga e mamão.
No que se refere a atividade salineira, somente com a Salina Araguassu, localizada no município de Porto do Mangue, estima-se os prejuízos com a não produção de sal e a infra-estrutura, em cerca de R$ 17 milhões. A salina, reativada em 2003, investiu aproximadamente R$ 12 milhões até 2006 para recuperar a produção. A salina Henrique Lage, localizada em Macau, teve perdas que somam R$ 59 milhões nas operações de produção, colheita e beneficiamento, além de ter tido a estrada de acesso destruída em diversos trechos. A Socel, Indústria Salineira, calcula um prejuízo de R$ 6 milhões, de acordo com informações da Siesal [Sindicato da Indústria Extratora de Sal]
Parcos recursos
Os recursos prometidos pelo governo federal para ajuda as vítimas das enchentes e recuperação viária no Rio Grande do Norte não são muito animadores. Dos R$ 90 milhões pleiteados pela governadora Wilma de Faria (PSB), o ministro Geddel Vieira Lima [Integração Nacional] disse que serão liberados apenas R$ 28 milhões. Desse montante, R$ 8 milhões serão destinados à recuperação de infra-estrutura de Natal e R$ 20 milhões para atender os demais municípios potiguares.
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