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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

JoséRojasSerra

O que há de comum entre o candidato a presidente do Brasil José Serra (PSDB) e o ex-goleiro da seleção chilena Roberto Antonio Rojas Saavedra. Os dois são dissimulados. Tanto Rojas quanto Serra parecem que aprenderam a fazer teatro, embora um seja ex-jogador de futebol e o outro político. Ah, ia esquecendo. Entre Serra e Rojas há outra coisa em comum. Rojas é chileno e Serra é casado com uma chilena.

Pra quem não sabe ou não lembra, Roberto Rojas ficou mundialmente conhecido após o episódio do “foguete do Maracanã”, quando fingiu ter sido atingido por um fogo de artifício num jogo entre Brasil e Chile. Rojas temia que seu time fosse desclassificado pelo Brasil nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990; então, com o zagueiro Fernando Astengo, bolou um plano para tentar impedir isso. Consistia em pedir o cancelamento da partida por falta de segurança. Rojas entraria em campo com uma lâmina de barbear escondida na luva e, em determinado momento, cortaria o próprio rosto, fingindo que uma pedra o haveria atingido. O foguete, portanto, foi apenas uma coincidência. No entanto, com a farsa descoberta, Rojas acabou banido da prática do futebol.

Pois muito bem: Ontem Serra protagonizou uma cena digna de ser comparada a que Rojas produziu no Maracanã. Coincidência ou não, o fato é que o candidato a presidente em seguida à caminhada que ocorreu a “farsa” da pedrada na cabeça, iria também visitar o Maracanã. Tudo a ver, só faltou a encenação de Serra ser também no maior estádio do mundo. A “farsa” da pedra na cabeça foi tão gritante que até a Globo teve vergonha de colocá-la no ar em seus jornais, o Jornal Nacional e o Jornal da Globo. Preferiu mostrar a foto de O Globo onde José “Rojas” Serra coloca as mãos à cabeça como se estivesse ferido. Mas ainda bem que hoje se tem o You Tube para mostrar a farsa que foi montada.

Não sou favorável a violência nem a baderna. Mas o que ocorreu ontem foi uma manifestação isolada de ex-agentes sanitários que foram demitidos por Serra na época em que ele era ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso. Manifestação essa que acabou se tornando violenta graças também a resposta dos seguranças de Serra e dos militantes tucanos. Querer jogar a culpa no PT é subestimar a nossa inteligência.

Portanto, José “Rojas” Serra precisa encenar melhor suas farsas. Ficou claro na reportagem do SBT que o objeto jogado no tucano não passou de uma bola de papel. Tanto que José “Rojas” Serra ao perceber que algo lhe havia tocado a cabeça e caído no chão, apenas olhou e continuou a caminhar. Só após atender o celular decidiu por às mãos na cabeça como se estivesse ferido. Francamente? Quanta desfaçatez!

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