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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

A Operação Higia deflagrada nesta sexta-feira pela PolÃcia Federal para investigar e desarticular uma quadrilha responsável por um esquema fraudulento de licitações no governo do Rio Grande do Norte, envolvendo o filho da governadora Wilma de Faria (PSB), assessor parlamentar Lauro Maia, é mais um aperitivo para a já anunciada conturbada convenção municipal do PSB a ser realizada na próxima segunda-feira.
Não bastasse o clima tenso e o verdadeiro litÃgio que vive hoje o PSB de Natal, com duas correntes defendendo posicionamentos diferentes com relação ao processo sucessório na capital do Rio Grande do Norte – a governadora defendendo a aliança com o PT e o apoio à candidatura petista de Fátima Bezerra, e o deputado Rogério Marinho querendo ser o candidato do partido -, agora estoura esse escândalo envolvendo o governo socialista.
O fato de haver corrupção dentro do governo que vinha sendo investigado pela PolÃcia Federal desde 2005, por si só, já seria um motivo bastante preocupante para a governadora Wilma de Faria. Mais ainda, certamente, porque tem um filho seu envolvido em um esquema de fraude, com celebração de contratos mediante pagamento de propina que lesaram os cofres públicos em R$ 36 milhões.
Às vésperas de uma eleição municipal um escândalo dessa natureza mancha qualquer biografia polÃtica. A governadora Wilma de Faria, presidente do diretório estadual do PSB, sabe disso, e vai à convenção que definirá os destinos do PSB de Natal totalmente fragilizada, e isso pode refletir no seu resultado.
O tráfico de influência de Lauro Maia dentro do governo, com prorrogação contratual indevidas, fraudes e dispensa indevida de licitações, além do pagamento de propina no valor de R$ 2,4 mihões/mês para liberação de verbas destinadas a faturas, é algo deplorável na administração pública.
Não bastasse o escândalo do foliaduto, onde um irmão da governadora – ex-secretário chefe do Gabinete Civil, Carlos Faria, acusado pelo MP de mentor intelectual do desvio de recursos públicos da ordem de R$ 2,1 milhões, através da Fundação José Augusto -, e da própria citação de familiares seus em um escândalo nacional – Ouro Negro -, conforme matéria publicada na revista IstoÉ, surge esse agora.
A governadora Wilma de Faria deve uma explicação à sociedade sobre esse fato lamentável que envolve mais uma vez um familiar seu e o seu governo.
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