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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Sobre as notas de Iberê e Rosalba, a propósito…

A propósito de um comentário postado hoje no twitter pelo colega Alex Medeiros de que ” enquanto perde tempo divulgando “releases”, a blogosfera esquece de falar dos crimes do atual governo do RN” – Medeiros fala das notas do governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) e da governadora eleita Rosalba Ciarlini (DEM) a respeito da medida do governo que, por decreto promoveu de forma inusitada a antecipação de receita de ICMS que venceria em janeiro de 2011 para poder pagar os salários de dezembro ao funcionalismo público -, tenho a dizer o seguinte: O grande erro do governador Iberê Ferreira de Souza foi ter dado, literalmente, continuidade ao legado de Wilma (Wilma de Faria, ex-governadora que deixou o cargo em abril para concorrer a uma vaga no Senado).

Pois muito bem: Sobre isso comentei ainda no dia 14 de dezembro em editorial sob o título “Iberê vai pagar o “pato” sem ter culpa no cartório”. Aliás, um editorial mais que atual. Senão vejamos:

O governador do Rio Grande do Norte Iberê Ferreira de Souza (PSB) vai deixar o governo no dia 31 de dezembro mau na foto. E o pior: vai pagar o “pato” sem ter culpa no cartório. A governadora eleita Rosalba Ciarlini (DEM) vai receber um estado arrasado financeiramente, com um déficit que pode ultrapassar R$ 1 bilhão. Mas de quem é a culpa? Essa é a pergunta que não quer calar. Certamente não é de Iberê, que assumiu a titularidade do cargo em março em substituição a Wilma de Faria (PSB), que concorreu ao Senado.

Iberê foi lançado candidato a reeleição num processo moroso e de certa forma tumultuado, já que havia um compromisso de Wilma com o presidente da Assembléia Legislativa deputado Robinson Faria (PMN) para que ele fosse o seu candidato. Mas Iberê era o candidato natural do sistema. Só que ele não tinha o real conhecimento da situação financeira do estado. Se soubesse ele não teria aceitado a candidatura. Isso foi passado ao blog por uma fonte ligada ao governador e merecedora de crédito.

Na verdade, além do problema de saúde que teve que enfrentar – Iberê retirou um nódulo cancerígeno do pulmão direito – depois de ser lançado candidato a sucessão de Wilma, o governador recebeu o governo completamente amordaçado por convênios já feitos e o pior, sem dinheiro para cumprir estes compromissos. Enfrentou uma “briga” com o Legislativo pois solicitou em regime de urgência a aprovação de um remanejamento de verba do OGE (Orçamento Geral do Estado), que só foi aprovado depois de muita luta.

Não só isso. As cobranças dos planos de cargos e salários de algumas categorias também começaram a chegar à sua mesa. Compromissos estes deixados pela sua antecessora sem o devido lastro financeiro. Apenas o lastro eleitoral. Mas isso poderia facilmente ser resolvido se o fundo do tacho não tivesse sido raspado antes de Wilma deixar a Governadoria. Daí não ser supresa agora o “rombo” encontrado pela equipe de transição do futuro governo.

É injusto querer imputar também a Iberê Ferreira de Souza o caos financeiro em que o governo do Rio Grande do Norte se encontra. Em apenas nove meses de gestão e com os braços atados Iberê teve o seu governo e a sua candidatura a reeleição prejudicados. Mas uma coisa tem que se admitir: a ética do governador assumindo toda a responsabilidade e não acusando ninguém pelo desastre financeiro do estado. Essa fatura era pra ser dividida!

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