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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O Senado Federal deu uma demonstração de como fazer corporativismo nesse país. Com 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e seis abstenções, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi absolvido pelo plenário. Renan ainda terá de enfrentar outros dois processos no Conselho de Ética por quebra de decoro. Nesse processo o senador alagoano estava sendo acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista, inclusive a pensão de uma filha de três anos fruto de um relacionamento extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso.
No segundo processo Renan é acusado de beneficiar uma cervejaria junto ao INSS [Instituto Nacional de Seguridade Social] e à Receita Federal, depois que a empresa comprou uma fábrica de seu irmão, o deputado federal Olavo Calheiros (PMDB-AL). Num terceiro processo, o parlamentar é acusado de ter utilizado laranjas para comprar empresas de comunicação em Alagoas.
Como diria o jornalista Bóris Casóy: Uma vergonha! Realmente é uma vergonha o que ocorreu hoje no Senado Federal. A bem da verdade o resultado de certa forma já era esperado tamanha a tranquilidade do senador Renan Calheiros. A própria imprensa já contabilizava 40 votos favoráveis a Renan, e em momento algum o presidente do Senado cogitou renunciar à presidência e ao mandato.
O que especula-se agora é que Renan Calheiros deve renunciar à presidência do Senado alegando não querer prejudicar a instituição e, claro, para evitar qualquer tentativa da oposição em dá prosseguimento aos outros dois processos contra ele que se encontram no Conselho de Ética da Casa. Resta saber se isso tiver mesmo fundamento, se os seus pares vão deixar de lado os outros processos. De todo modo, a imagem do Senado saiu maculada de todo esse imbróglio. A sociedade não agüenta mais tanta safadeza, tanta esperteza, tanta artimanha envolvendo o Parlamento maior do país. É preciso dá um basta nesse circo, onde os “palhaços” somos nós e os políticos os “artistas”. Claro, não são todos, mas uma grande maioria. Chega, basta de pensar que tudo vai acabar em pizza
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