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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Por Dora Kramer, no Estado de S. Paulo
O Ministério da Educação decidiu não tomar conhecimento da adoção em escolas públicas do livro Por uma Vida Melhor, que “ensina” a língua portuguesa com erros de português. Avalizou, quando autorizou a compra e a distribuição, e depois corroborou seu apoio àquela ode ao desacerto ao resolver que a questão não lhe diz respeito.
Fica, portanto, estabelecido que o ministério encarregado dos assuntos educacionais no Brasil, além de desmoralizar os mecanismos de avaliação de desempenho escolar, não vê problemas em transmitir aos alunos o conceito de que as regras gramaticais são irrelevantes.
Pelo raciocínio, concordância é uma questão de escolha. Dizer “nós pega o peixe” ou “nós pegamos o peixe” dá no mesmo. “Os menino” ou “o menino”, na avaliação do MEC, são duas formas “adequadas” de expressão, conforme o conceito adotado pela autora, Heloísa Ramos, note-se, professora.
A opção pelo correto passa a ser considerada explicitação de “preconceito linguístico”.
Leia mais em Por uma vida pior
Análise da Notícia
A propósito, o livro “Por uma vida melhor”, da professora Heloisa Ramos, que faz parte da Coleção “Viver e aprender” e que vem sendo criticado por defender o falar popular, foi aprovado pelo Ministério da Educação com base em parecer de uma comissão de professores da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Não bastasse a posição que defende, o livro adverte que quem faz a opção pela linguagem popular pode ser vítima de “preconceito linguístico”.De acordo com o MEC, nada menos que 4.326 escolas do país definiram a obra como a mais apropriada a cada contexto.
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