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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Os números irrefutáveis de contra-cheques de professores e jornalistas

As redes sociais deram ênfase a fala da professora do Rio Grande do Norte Amanda Gurgel, que de forma clara, retratou a situação da categoria não só no estado, mas como de forma geral em todo Brasil. Apresentou números, como ela disse, irrefutáveis, de seu contra-cheque, míseros R$ 930,00. E disse que alguns colegas apelavam até para a merenda escolar para poder tomar o café da manhã, comendo o “cuscuz legado”. Sua fala, numa audiência pública na Assembeia Legislativa teve repercussão nacional.

Lembro que no twitter um colega jornalista indagou o por que da categoria também não levar o seu protesto à rede pelo rídiculo salário que os profissionais de mídia percebem no Rio Grande do Norte – R$ 950,00 -, o mais baixo do país. Com razão. É verdade, os jornalistas do RN também devem botar a “boca no trombone”. Os professores ainda têm um cuscuz pra comer. E o jornalista recém-formado que tem que está na Redação às 8h sem horário de voltar pra casa? Às vezes sai na pauta sem comer o seu cuscuz, porque o órgão em que trabalha não oferece esse quitute aos seus empregados. A vida de jornalista no Rio Grande do Norte é tão dura quanto a de um professor da rede pública. Tal e qual contou a professora Amanda Gurgel.

Tenho uma filha que está concluindo Jornalismo. Quando ela optou pelo curso fiquei feliz, afinal dos três filhos que tenho um optou pela profissão que abracei. Sabe o que ela me disse outro dia? “Pai, vou fazer Engenharia Civil. Gosto de Jornalismo, mas não quero morrer de fome não”. Isso me deixou triste, mas compreendi perfeitamente.

Infelizmente essa é a realidade no Rio Grande do Norte. Professor e jornalista ou tem dois, três empregos, ou estão fadados a “comer cuscuz legado”. No caso do jornalista nem isso. Se tiver sorte de ir cobrir um evento que tenha breack fest, ele pode até fazer uma boquinha. Caso contrário, terá que se contentar com o cuscuz comprado na padaria se o dinheiro sobrar, claro!

O colega jornalista que clamou a categoria a fazer o seu protesto na rede social tem razão. Faço esse registro porque entendo perfeitamente que, assim como o professor que ensina, o jornalista também tem um dever nobre. O de informar à sociedade. Sendo assim, são dignos de um maior reconhecimento.

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