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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Chamar o presidente da República de anti-Cristo ou pior ainda, dizer que estava embriagado, é uma falta de respeito ao mandatário maior do país. Pois foi isso que ocorreu na sessão da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte na manhã desta terça-feira. Insatisfeitos com as críticas que Lula fez a oposição e em especial ao senador José Agripino Maia (DEM-RN), em comício realizado sexta-feira na zona norte de Natal em prol da candidatura da petista Fátima Bezerra a sucessão municipal, partidários da candidatura da deputada estadual Micarla de Souza (PV) atacaram Lula sem o menor respeito.
O motivo da ira oposicionista ao governo Lula foi o desabafo que o presidente da República fez em Natal. Lula disse entre outras coisas que mesmo não sendo candidato a reeleição fará questão de vir a capital do Rio Grande do Norte para derrotar o senador José Agripino no seu projeto de reeleição em 2010. “Fizeram de minha vida um inferno no primeiro mandato e nunca levantei a voz. Virei aqui quantas vezes precisar para derrotar quem fez o jogo sujo da política nacional. Não vou citar nomes todos sabem quem é”, disse Lula.
Lula fez um desabafo em um momento de euforia o que é normal em um comício. Não citou nomes. Mas os colegas de Micarla de Souza na AL que apóiam sua candidatura a prefeita de Natal tomaram não suas dores, mas as dores do líder da bancada do DEM no Senado e presidente estadual da legenda no Rio Grande do Norte. A crítica é válida, desde que com respeito. O presidente Lula ao desabafar não faltou com respeito ao senador José Agripino. Não chamou Agripino de anti-Cristo e muito menos de alcóolatra. Dizer que Lula estava embriagado e derrubou uma garrafa de Ypióca é sim um desrespeito ao presidente da República.
Francamente senhores deputados. Qual dos senhores em cima de um palanque não se exaltou e levou ao acirramento dos ânimos. Atire a primeira pedra aquele que nunca fez isso. O que não está certo é um presidente da República ser taxado de embriagado dentro de uma Casa Legislativa sem nem um motivo pra isso. Se o motivo foi o desabafo de Lula contra Agripino, o senador já se encarregou de rebatê-lo. E nem por isso chamou o presidente de bêbado, embriagado, alcóolatra, seja lá o que for. Agripino, ao contrário, disse apenas que Lula estava ressentido pelo fato da oposição ter derrubado a CPMF. Muito mais elegante que os senhores deputados.
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