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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Como já havia dito, o grande vencedor da eleição em Natal (RN) não foi a deputada Micarla de Souza (PV) e sim José Agripino Maia, líder do DEM no Senado. Por quê?, muitos dirão. Porque José Agripino Maia foi um dos primeiros a apoiar Micarla de Souca, contra tudo e contra todos. Porque o presidente Lula veio a Natal dizer que quantas vezes fosse preciso viria à capital do Rio Grande do Norte fazer um discurso contra Agripino. Até entendi, e defendi o presidente, tendo em vista tratar-se de um discurso de palanque eleitoral. Mas isso não contribuiu para o fortalecimento da candidatura da petista Fátima Bezerra. O resultado está aí, Micarla de Souza, apoiada por José Agripino Maia, foi eleita neste domingo, em primeiro turno, prefeita de Natal.
Mas além disso, Fátima Bezerra perdeu uma grande oportunidade de mostrar o por quê estava melhor preparada para administrar Natal no debate promovido pela Inter/TVCabugí na última quinta-feira. Ao invés de discutir propostas e soluções para os problemas da cidade, preferiu instigar a sua principal concorrente ao pleito, deputada Micarla de Souza, que também aceitou as provocações e não se saiu bem no debate. Mas como estava na dianteira nas pesquisas, levou vantagem. O radicalismo do PT tão condenado pelo eleitorado de Natal prevaleceu no debate da Inter/TV Cabugi. Daí o índice de rejeição à Fatima Bezerra ter aumentado.
O que se tira dessa eleição é que o senador José Agripino Maia, até então tido como enfraquecido politicamente, surgiu das cinzas. Agripino terá um discurso agora não local, mas nacional. Dirá ele que derrotou o presidente Lula (PT), o presidente do Senado Garibaldi Alves (PMDB) e a governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB) numa eleição municipal com discurso federalizado em primeiro turno. “Vocês vão ter que me engolir”, certamente será o discurso de Agripino Maia daqui pra frente. Alguém tem dúvida?
Dessa eleição tira-se uma lição: Não adianta ter no palanque políticos de influência nacional como um presidente da República, por exemplo, que contabiliza a seu favor o fato de estar bem avaliado pela população. Não adianta ter a seu favor a governadora do esatado, no caso Wilma de Faria, e o prefeito da cidade, no caso Carlos Eduardo Alves, ambos também bem avaliados, se a candidata sofre índice de rejeição alto. Há de se dizer que existe discriminação contra Fátima Bezerra. Mas também há de se reconhecer que o radicalismo do PT local contribui muito para isso. O debate da Inter/TVCabugi que o diga.
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