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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Gordos contra-cheques, só, ou há mais coisas?

Enfim, o governo Rosalba (DEM) decidiu colocar as cartas na mesa. Por que não tinha feito até agora não se sabe o motivo ou motivos. Mas após ser provocado pela Assembleia Legislativa, as coisas, parecem, estão vindo a tona. Senão vejamos: O secretário-chefe do Gabinete Civil depois de iniciar a semana falando poucas e boas do funcionalismo público e até da classe empresarial potiguar, resolveu dizer, oficialmente, que o governo só terá condições de implantar os planos de cargos, carreiras e salários dos servidores a partir de setembro quando estiver com as finanças equilibradas.

Até aí tudo bem. Mas o que chamou mais a atenção, sem dúvida nenhuma, foi a informação, até então guardada a sete chaves, de que os governos passados – Wilma de Faria e Iberê Ferreira de Souza – deixaram gordos contra-cheques, inclusive com alguns médicos percebendo mais de R$ 60 mil. Estranho, muito estranho isso só vir a tona agora. Se o governo tinha essa informação por que só divulgá-la depois que a Assembleia há 15 dias encaminhou um documento com as solicitações dos servidores pedindo informações do real estado financeiro da máquina governamental?

As informações eram de que as finanças do governo estavam quebradas. Isso não chegava a ser novidade, pois que desde a campanha já se falava nisso. O próprio ex-governador Iberê Ferreira de Souza, como já tive oportunidade de comentar aqui neste espaço, disse na época que o estado tinha um déficit de R$ 200 milhões. O que não se sabia, até então, era que os antecessores de Rosalba Ciarlini tinham deixados gordos contra-cheques, certamente para apadrinhados políticos.

É preciso agora o governo nominar quem são os detentores desses gordos contra-cheques e onde eles estão lotados. Tem-se aí apenas um exemplo, no caso de médicos que ganham mais de R$ 60 mil. Mas será que o “rombo” da máquina governamental está só nos gordos contra-cheques a ponto de impedir a implantação dos planos de cargos, carreiras e salários das várias categorias de servidores? Creio que não. A coisa é mais pra baixo? Ou seria mais pra cima?

Os gordos contra-cheques deixados pelos governos passados não podem ser a única causa da grave situação fiscal por que passa o Rio Grande do Norte. Tem mais coisa aí que precisa e deve ser divulgado à opinião pública. Um estado não se quebra apenas por gordos contra-cheques. O governo tem o dever e a obrigação de esclarecer a sociedade por que o estado está quebrado. Que se dê nome aos bois.

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