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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A crise vai deixando de ser uma esfinge
– Ela ainda está sendo, em seu todo, revelada, mas está sendo decifrada. Suas conseqüências são óbvias, e no caso brasileiro, à exceção da anterior valorização do real e dos juros altos, sem grandes causas internas. O que não é pouca coisa.
À parte o episódio dos derivativos, a economia brasileira tem condições excepcionais para enfrentar a crise. É evidente que a escassez de crédito internacional, a queda do comércio exterior, das taxas de crescimento mundial, dos preços das commodities e a desvaloriaçãpo do real, fruto da fuga de capitais e da especulação, terão seus efeitos no país.
As medidas tomadas até aqui pelo governo para garantir o financiamento das exportações, da agricultura e da construção civil, o acesso ao crédito às pequenas e médias empresas, e a manutenção dos investimentos públicos e dos programas sociais, estão na direção certa, mas são insuficientes.
Para além da necessidade de uma resposta à altura da crise, está evidente que a manutenção da taxa selic – taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos -, a retenção dos recursos do compulsório pelos bancos privados e as demissões em massa em grandes empresas, são incompatíveis com o momento que o país vive.
Da mesma forma, é preciso dar uma resposta para a questão cambial, para além da especulação. Não se pode aceitar a atual taxa selic e o comportamento dos bancos.
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