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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

MP faz ligação de empréstimo à Delphy com Wilma

Cada vez mais aparecem novidades na Operação Sinal Fechado. Agora os promotores de Justiça do Rio Grande do Norte identificaram um contrato, datado de 31 de maio de 2010, em que o advogado George Anderson Olimpio da Silveira – um dos sócios da Inspar e cabeça do esquema fruadulento montado no Detran/RN -, emprestou R$ 140 mil para a construtora Delphy.

Segundo as investigações, coincidência ou não, meses depois a Delphy doou R$ 140 mil – o mesmo valor do empréstimo – para a campanha ao Senado da ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Isso leva a suspeitas de que Wilma teria envolvimento no escândalo. O Ministério Público suspeita que essa tenha sido uma maneira de a Inspar maquiar doações de campanha a agentes públicos.

O novelo da Operação Sinal Fechado, como já disse em outra oportunidade, começa a ser desenrolado. O suplente do senador José Agripino Maia (DEM), professor  João Faustino (PSDB), por enquanto está servindo de “bode expiatório”, pois dos políticos supostamente envolvido em fraudes no Detran/RN foi o único a ser preso.

Wilma de Faria desafiou o MP. Talvez por isso as baterias dos promotores começam a se voltar contra ela. Mas e o senador José Agripino? É preciso o Ministério Público começar também a soltar mais informações sobre as investigações sobre um possível envolvimento seu nesse caso, que continua rodeado de mistérios.

O Ministério Público Estadual investiga o caso, apura também eventual ligação entre essas negociações e doações de campanha feitas em estados de interesse do grupo da Inspar e da Controlar.

Telefonemas e troca de mensagens gravadas com autorização judicial revelaram o acordo entre os empresários paulistas e os do Rio Grande do Norte. Os procuradores não revelaram os nomes dos outros estados onde o consórcio pretendia implantar o projeto.

É correto dizer que num esquema fraudulento desse tipo que envolve órgãos públicos é preciso contar com a participação de agentes públicos, porque do contrário não funciona. Sendo assim, doações de campanha e propinas fazem parte do script. O grupo preso sob suspeita de fraudar a inspeção veicular no Rio Grande do Norte pretendia implantar o mesmo serviço em dez outros estados, diz o MP. As interceptações mostraram também que já estavam em curso negociações para a implantação do serviço em Alagoas, Paraíba e Ceará. Os meninos do MP sabem muita coisa que precisam ser reveladas. A conferir!

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