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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

A quem interessa desestabilizar a candidatura de Hermano?

Dia sim, outro sim, a imprensa papa-jerimum notícia que o deputado estadual Hermano Morais (PMDB) poderá ter sua candidatura a prefeito de Natal implodida mais uma vez. Já falei sobre isso algumas vezes aqui neste espaço. Mas vou repetir: Acho pouco provável que isso aconteça. E por que penso assim? Se isso viesse mesmo a acontecer quem iria ficar mal nessa história seria o presidente estadual do PMDB deputado Henrique Eduardo Alves, que lançou seu nome como pré-candidato do partido a sucessão municipal com direito a pompa e tudo numa grande festa no América. Quem não se lembra? Aliás, um evento inédito na política: um lançamento de uma pré-candidatura!

É claro que Henrique aproveitou a festa para tirar partido disso. Henrique, todos sabem, é, digamos, pré-candidato a senador em 2014. E quiçá até a governador. Mas isso é assunto pra depois. O que está em jogo agora é a candidatura de Hermano Morais a prefeito. E sendo assim, duvido que Henrique ou até mesmo o ministro Garibaldi Alves Filho, atropelem a candidatura do deputado novamente, como fizeram da vez passada para apoiar a candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) a sucessão municipal e depois foram levados ao muro das lamentações.

Dessa vez é diferente porque Henrique Alves precisa de uma “muleta” para 2014 e essa “muleta” é Hermano. E quando digo que Hermano  é a “muleta” de Henrique é porque se o deputado for eleito prefeito de Natal o projeto de Henrique para 2014 estará com meio caminhado andado porque o PMDB se fortalece na capital potiguar, maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte. Mas a imprensa papa-jerimum, ou melhor, alguns jornais insistem em falar na possibilidade de Hermano Morais não ser candidato. O candidato governista, fala-se agora, seria o deputado federal Felipe Maia (DEM), filho do senador José Agripino Maia. Puro balão de ensaio.

A torcida do Flamengo, do Corinthians e do ABC juntas sabem que nem Felipe Maia quer e muito menos o seu pai. Felipe figura abaixo de Hermano Morais e do deputado federal Rogério Marinho (PSDB), outro possível candidato governista, nas pesquisas de intenção de voto para prefeito de Natal. Além do que, se saísse mesmo candidato e perdesse a eleição, Agripino ficaria arrasado. Presidente nacional do DEM e líder político no Rio Grande do Norte não eleger prefeito o seu filho seria uma derrota sem tamanho. E ainda mais se do outro lado estiver a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) é que Agripino não bota mesmo o filho para disputar a prefeitura de Natal.

Reafirmo que Hermano Morais será sim o candidato do sistema governista. Posso me equivocar, mas desta vez o deputado não terá o tapete puxado pelos motivos que elenquei aqui. Hermano Morais será o “boi de piranha” que tanto os Alves como os Maia desejam colocar para enfrentar uma eventual candidatura de Wilma de Faria. Um “boi de piranha”, no entanto, que sabe da responsabilidade que tem e que terá que provar que não precisa de muletas para galgar cargos mais altos na política potiguar, até porque dos candidatos até agora postos Hermano é o que tem o menor índice de rejeição e conhece Natal na palma da mão.

Felipe Maia pode até ser o candidato do DEM – que não acredito -, mas Hermano Morais será sim o candidato do PMDB. Do contrário, o projeto de Henrique de ser senador já começa errado. Se tem uma coisa na política que o povo não aceita é traição. E se Hermano Morais tiver sua candidatura implodida mais uma vez isso será considerado traição por parte de Henrique Alves. A conferir!

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