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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Lendo hoje a entrevista do secretário municipal de Articulação Política de Natal, ex-deputado João Faustino (PSDB), no jornal Diário de Natal, concordo com o que ele afirma: “Apoio não se dá em troca de cargos”. Ele faz uma referência a alguns vereadores da bancada que apóiam a prefeita Micarla de Souza (PV) na Câmara que já começam a ficar impacientes e cobrar a “fatura” de campanha em troca de lugares na administração pública municipal para seus apadrinhados.
De acordo com Faustino, é inconcebível que o apoio à administração seja pautada na troca por cargos e, ressalta: “Poucos, mais poquíssimos mesmo, fazem política com fisiologismo barganhando cargos”. Aí eu discordo do professor João Faustino. Ledo engano o seu. Ou ele está querendo pôr panos quentes na crise que já começa a se apresentar entre a bancada situacionista e a prefeita, ou acredita em Papai Noel. Fico com a primeira opção.
Na política a coisa sempre funcionou assim. O toma lá da cá. Isso não é invenção dos vereadores de Natal. É uma coisa de praxe no mundo político. Ninguém dá apoio a ninguém em troca de nada. Na hora da campanha todos assumem compromissos e as faturas são cobradas depois. É o caso agora de alungs edís, que impacientes com a demora na distribuição de cargos na prefeitura começam a colocar as unhas de fora.
Essa filosofia do “toma lá da cá do passado tem de dar lugar a um processo onde prevaleça o espírito público e a seriedade na construção da administração municipal”, como pensa João Faustino, é corretíssima, mas infelizmente não se aplica na política. Vá tentar explicar isso a um vereador que transferiu votos para Micarla de Souza na campanha e que agora espera ser contemplado com cargos no Executivo para ver o que acontece? Não preciso nem responder.
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