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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Não vamos tapar o sol com a peneira

A informação postada hoje pelo jornalista Lauro Jardim na Radar On-line, e republicada aqui neste espaço, de que as empreiteiras estão reclamando de prejuízo até agora nas obras dos estádios da Copa 2014, apesar dos orçamentos milionários das arenas, e que como os financiamentos do BNDES demoraram a sair, vários projetos estão operando no vermelho, só faz confirmar o que já venho dizendo há alguns meses no caso de Natal, uma das 12 cidades selecionadas para ser sede do Mundial de Futebol a se realizar no Brasil. Ou seja: A capital potiguar só ficará fora da Copa por incompetência dos nossos gestores.

E por que digo isso? Primeiro, se elaborou um mega-projeto para a Arena das Dunas, com uma reformulação, inclusive, no Centro Administrativo e a construção de dois grandes hotéis. Depois, para diminuir custos, fixou-se o projeto apenas na Arena. De lá pra cá vários entraves burocráticos ocorreram e com isso o atraso nas obras. Para completar, algumas greves dos operários que estão trabalhando no empreendimento. Agora, mais essa informação de Lauro Jardim.

Outro dia um amigo me perguntou se era contra Natal ser uma das sedes da Copa. Respondi-lhe que sim. E por que disse isso? Não que a capital potiguar não tivesse condições pra isso, de sediar evento de tamanha importância. O problema que vejo é que o grande legado que essa Copa traria pra nós – já falei sobre isso outras tantas vezes – seria as obras de mobilidade urbana. O que, certamente, não irá ocorrer, e se ocorrer será apenas um arremedo de mobilidade urbana. Digo isso porque o principal projeto já perdemos, que seria o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Ora, se a obra da Arena está atrasada, que dirá as obras de mobilidade urbana, que são várias. Pouca coisa ou quase nenhuma foi feito ainda nesse sentido. O Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, outro grande legado dessa Copa para o Rio Grande do Norte, esse parece que ficará pronto antes do início do evento, pelo menos parte. Já será alguma coisa. Mas as obras de viadutos, abertura de novas avenidas para desafogar o fluxo de veículos de acessos principalmente aos hotéis e a Arena das Dunas, quando terão início? O tempo urge e os governos – municipal e estadual – só ficam na retórica do discurso.

Portanto, não adianta querer tapar o sol com a peneira. A conferir!

 

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