O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A epopéia da família Maranhão chega, enfim, ao fim
Foi preciso um ex-delegado de Polícia – Cláudio Guerra – que serviu à ditadura revelar em livro – Memórias de uma guerra suja, que está pra ser lançado – que fim levou o advogado, professor e jornalista potiguar, Luiz Inácio Maranhão Filho, preso no dia 3 de abril de 1974 em São Paulo por agentes do DOI-CODI do II Exército. Segundo o torturador, Maranhão, depois de torturado e morto teve o corpo incinerado no forno de uma usina no Rio de Janeiro.
Falar em Luiz Maranhão, dirigente do PCB, é falar na resistência dos que combatiam o regime militar enquanto muitos cantarolavam “Eu te amo meu Brasil”. Nessa época era eu adolescente morando no Rio de Janeiro no burburinho do conflito entre os que combatiam o regime e os representantes legítimos da ditadura, embora a imprensa estivesse sob os olhares da censura. Mas como sempre gostei de política, já ouvia falar em Luiz Maranhão.
Retornando à Natal nos ídos de 1980 e já como foca do Diário de Natal, certa vez, quando se comemorava um dos aniversários do golpe militar tive a oportunidade de falar com alguém da família sobre Luiz Maranhão. Fotos me foram mostradas e relatados fatos que ocorreram antes dele ter sido pego pelos agentes do DOI-CODI. A sua luta me foi passada em revista. Não lembro detalhes, mas lembro da epopéia da família em saber o paradeiro do seu corpo.
Hoje, quase 40 anos depois do seu desaparecimento essa epopéia chega ao fim. Sua esposa, inclusive, denunciou, através do secretário- geral do MDB, na época, deputado Thales Ramalho, que Luiz Maranhão estava sendo torturado em São Paulo pelo delegado Sergio Fleury. Nada foi feito. Infelizmente essa epopéia tem um fim melancólico, pois que nem os ossos a família vai poder enterrar, já que o corpo de Luiz Maranhão, conforme o ex-delegado Cláudio Guerra foi incinerado. Contudo, e embora a ditadura militar jamais tenha reconhecido a prisão do militante político, sendo ele – Maranhão – incluído no rol dos desaparecidos, uma coisa o regime ditatorial não vai poder esconder nunca. A luta de Luiz Maranhão por um país mais justo e democrático.
Foto: Internet
Deixe uma resposta