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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O que tem em comum o caseiro e o lobista?
Alguém ainda lembra de Francenildo dos Santos Costa, caseiro que levou o ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Antonio Palocci, a deixar o cargo em meio a denúncia de reuniões secretas numa residência em Brasília, contada pelo próprio caseiro da casa, no caso Fracenildo e, que, para desmoralizá-lo a alta cúpula do Ministério da Fazenda violou seu sigilo bancário. Encontraram na conta dele quase R$ 39 mil, em 2006.
Em agosto de 2009, por cinco votos a quatro, Antonio Palocci foi considerado inocente no Supremo Tribunal Federal, pela violação do sigilo bancário de Francenildo. O caseiro acompanhou o julgamento no STF.
O advogado Wlício Nascimento contou na época, que Francenildo sentiu-se “honrado e feliz” porque quatro ministros do Supremo acreditaram nele, ao invés de aceitarem a versão do ex-ministro da Fazenda.
Pois muito bem: Me reporto a este fato para dizer que, de certa forma, estão tentando fazer com o lobista Alcides Fernandes Barbosa, delator premiado da Operação Sinal Fechado – esquema fraudulento montado no Detran/RN – o mesmo que fizeram com Francenildo. Ou seja, desqualificá-lo diante das denúncias contra o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), de que teria recebido R$ 1 milhão do esquema para a sua campanha a reeleição.
Não se deve fazer pré-julgamento, mas contra fatos e contra evidências não há argumentos. É certo que o que o lobista disse sob delação premiada ao Ministério Público do Rio Grande do Norte deverá ser investigado pela PGR (Procuradoria Geral da República), pois que como senador Agripino Maia tem foro privilegiado. E se o caso subiu à PGR é porque é grave.
A suposta doação de R$ 1 milhão de George Olímpio para Agripino Maia na presença de Carlos Augusto Rosado (marido da governadora Rosalba Ciarlini), surge, no depoimento, como contraponto para as doações que o mesmo Olímpio teria feito à Iberê Ferreira de Souza, então governador do estado e candidato a reeleição, e a Wilma de Faria, ex-governadora e candidata ao Senado nas eleições de 2010 – uma espécie de garantia para, caso de o esquema dar errado, os opositores do governo não se manifestarem.
O assunto já tomou conta da mídia nacional. Esta semana a CartaCapital, que setores da própria mídia tentam também desqualificá-la, chamando-a de uma publicação petista, publicou matéria assinada pelo jornalista Leandro Fortes sob o título “Testemunha acusa Agripino Maia de receber propina”. O caso merece e deve ser investigado.
O senador José Agripino Maia tem todo o direito de se defender, até porque prova em contrário ele diz que não recebeu nenhum dinheiro e que não conhece o lobista paulista. O fato é que embora tente-se desqualificar a delação de Alcides Fernandes Barbosa e da própria CartaCapital o escândalo da Sinal Fechado mexe com políticos, empresários e até togados do Rio Grande do Norte.
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