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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral

A propósito, sobre a “condenação” de Mayara Petruso

A Justiça Federal de São Paulo condenou a tuiteira Mayara Petruso por postar, no dia da eleição de Dilma, em 2010, que “nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!” A pena é de 1 ano, 5 meses e 15 dias de reclusão. Porém, será substituída por serviços comunitários, mais multa de R$ 500.

Segundo a Justiça, Mayara alegou que não é preconceituosa e não tinha a intenção de ofender. Foi motivada pelo resultado das eleições e não sabia que seu tuíte teria tanta repercussão, afirmou. Disse, ainda, estar envergonhada e arrependida.

– (Ela) pode não ser preconceituosa; aliás, acredita-se que não o seja. O problema é que fez um comentário preconceituoso. Naquele momento a acusada imputou o insucesso eleitoral (sob a ótica do seu voto) a pessoas de uma determinada origem. A palavra tem grande poder, externando um pensamento ou um sentimento e produz muito efeito, como se vê no caso em tela, em que milhares de mensagens ecoaram a frase da acusada, afirma a juíza Mônica Camargo.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), Henrique Mariano, acredita que a condenação da estudante Mayara Petruso por crime de racismo contra o nordestino, através de postagem no Twitter logo depois da eleição da presidente Dilma, em outubro de 2010, terá efeito pedagógico. (O Estado de S. Paulo)

Análise da Notícia

A juiza Mônica Camargo ao invés de punir a racista Mayara Petruso com a pena é de 1 ano, 5 meses e 15 dias de reclusão, como ficara estabelecido pela Justiça Federal de SP, deu foi um prêmio a ela ao substituir por serviços comunitários, mais multa de R$ 500. Isso leva a que todo racista, preconceituoso ou homofóbico continue a aprontar por esse Brasil afora. O que Mayara Petruso merecia era ser levada ao interior de um estado do Nordeste, onde a seca impera, para levar lata d`água na cabeça a quem está passando sede. Aí sim, ela ia dar valor ao povo nordestino. Com uma experiência dessa, Mayara, que a juiza Mônica Camargo acredita que não seja preconceituosa, iria pensar duas vezes antes de falar mal do povo bravo e trabalhador do Nordeste. Volto a repetir. A pena foi muito branda para Mayara Petruso.

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