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Volto a cobrar providências para o Parque das Dunas!

A pedido de uma pessoa que encontrei no twitter – Márcia Varela – e que estava questionando a situação degradante em que se encontra o Parque das Dunas – área de preservação ambiental, há de se ressaltar – estou republicando um Editorial que escrevi ainda em fevereiro deste ano. Segue o texto:

Sem querer ser um ecochato, mas cadê o projeto Mãe Luiza-Parque das Dunas?

Acho que sou um dos poucos, talvez o único, a me preocupar com a situação degradante em que se encontra até hoje o Parque das Dunas, área de preservação ambiental, que faz uma espécie de cinturão verde na cidade do Natal. Vez ou outra volto a tocar no assunto por se tratar de uma área não só de preservação ambiental, mas ao mesmo tempo de risco.

Lembro que no dia 23 de dezembro republiquei aqui neste espaço uma nota publicada no blog da colega Eliana Lima que dizia o seguinte:

– Moradores em áreas de risco (encosta do Parque das Dunas) serão  relocados para imóveis no valor de R$ 20 mil em locais escolhidos por eles.

Segundo a nota, a remoção fazia parte do projeto “Mãe Luiza-Parque das Dunas”, desenvolvido pela Procuradoria Geral do Rio Grande do Norte em parceria com o Ministério Público Estadual.

Passados um pouco mais de dois meses – pra ser mais exato dois meses e cinco dias – até o momento apenas uma única família, das 75 invasoras que residem no Parque – saiu de lá, assim mesmo porque a casa estava caindo, segundo informação obtida pelo blog. De fato pode-se observar claramente que os invasores do Parque das Dunas continuam a morar lá. A foto acima é antiga, mas a situação continua a mesma, com os invasores jogando lixo na encosta do Morro do Tirol. Digo isso porque moro num edifício que fica no pé do morro. À noite, inclusive, se observa casas com luzes acesas. E certamente não são almas!

Engraçado é que a Promotoria de Justiça e do Meio Ambiente se preocupa com tantas outras coisas, como por exemplo, acabar com shows no Beco da Lama, tradicional reduto da boemia natalense, podendo provocar até mesmo o nascimento de uma cracolândia no centro da capital potiguar com o fim da boemia, e até agora não retirou as famílias invasoras de uma área de preservação ambiental, apesar de existir uma ação. Aliás, ação essa que a promotora Gilka da Mata declarou que iria fazer cumprir.

Não custa lembrar que as chuvas já começaram e o risco de desabamento aumenta. As casas construídas no Parque das Dunas ficam no topo do Morro do Tirol e a devastação provocada pelas famílias que lá vivem contribuem para que em épocas de chuvas fortes o lamaçal desça morro abaixo. Outra, que não é novidade: A degradação do Parque das Dunas leva também a contaminação do lençol freático da cidade. O Parque das Dunas é formado por dunas e vegetação de Mata Atlântica, e faz o papel de filtrar a água da chuva.

Não querendo ser um ecochato, mas cobro da Procuradoria Geral do Estado e do Ministério Público Estadual o tal projeto Mãe Luiza- Parque das Dunas.

Alô Gilka da Mata! A determinação da retirada dos invasores do Parque das Dunas não será cumprida não? Até quando essa situação vai permanecer? Até quando houver um grande desastre no Morro do Tirol, quando casas desabarem e o lixo vier morro abaixo? Aí Inêz é morta! A conferir!


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