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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral

Caos na saúde do RN continua sem solução

A população do Rio Grande do Norte continua sofrendo com o descaso da saúde pública no estado. O caos se espalha por todos os setores, faltam leitos, insumos e profissionais para atender as demandas nos hospitais. Os médicos continuam em greve – 50 dias –  e não recebem uma resposta do governo, segundo o Sinmed (Sindicato dos Médicos).

Hoje, 19 de junho, a situação gravíssima pôde ser constatada no hospital psiquiátrico João Machado, onde existem 35 leitos e 50 pacientes internados. Fazendo as contas, sobram 15 pacientes sem leitos aguardando vaga. Enquanto isso, estes pacientes estão no conhecido leito-chão, deitados em colchão no chão.

A médica plantonista Louise Seabra entrou em contato com o Sinmed para denunciar a problemática enfrentada pelos profissionais que querem atender aos pacientes, mas não tem as condições necessárias para isto.

Devido a movimentação no hospital João Machado, a médica fechou as portas do pronto-socorro, atendendo apenas as emergências.

– É difícil tomar uma atitude dessas, sei que quem procura o hospital realmente necessita de atendimento, mas não tenho como atender a tantos pacientes sozinha, disse Louise.

A médica informou que nos turnos da manhã e noite só tem um plantonista e a tarde são dois. Segundo ela, número insuficiente de profissionais para atender a demanda.

– Além disso, alguns pacientes poderiam estar em unidades clínicas, mas são trazidos para cá, superlotando o hospital, relata.

Somado aos fatos já relatados, foi informado ainda que até o momento foram encaminhados apenas 10 lençóis para a unidade hospitalar (para 50 pacientes) e não tem toalha ou sabão para os pacientes tomarem banho.

A situação que está acontecendo hoje tem se tornado rotina e é possível ser flagrada, no mínimo, duas vezes ao mês, de acordo com Louise Seabra.

O Sinmed está estudando o caso para identificar quais as medidas devem ser tomadas para dar suporte aos médicos e aos pacientes do João Machado.

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