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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O PT, as afinidades e os `amigos da onça´
Li hoje dois textos que só fizeram confirmar o que já suspeitava. De que as afinidades políticas entre PT, PSB e PDT só estão na cabeça dos petistas. Senão vejamos:
O jornalista Felipe Patury, da Época, escreve em sua coluna sob o título “Lupi sinaliza apoio a Aécio em 2014” que, “é notório que o presidente do PDT, Carlos Lupi, pretende lançar um candidato próprio para concorrer com a presidente Dilma Rousseff em sua provável campanha pela reeleição, em 2014”. E completa:
– Vem mais: Lupi disse a correligionários que pode apoiar o senador Aécio Neves (PSDB-MG), caso ele resolva disputar o Planalto contra Dilma. A banda do partido representada pelo ministro do Trabalho, Brizola Neto, estuda formas de esvaziar Lupi.
Eu digo: Óbvio e claro que como ministro do governo petista, Brizola Neto tente esvaziar o pensamento do presidente do PDT. Mas será que essa “banda pedetista”, comandada por Brizola Neto, terá força o suficiente para defenestrar essa idéia, ou as idéias, de Lupi?
Outra:
O também jornalista Merval Pereira escreve em O Globo, que “o relacionamento do PSB do governador de PE, Eduardo Campos, com o PT não é essa maravilha toda, não há quem desconheça entre os que lidam com a política. Mas a explicitação de um projeto político autônomo que parece estar sendo desenhado desde já, na armação das alianças eleitorais para a eleição municipal, não agradou aos dirigentes socialistas”.
Enfatiza Merval Pereira, no entanto, que “o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, soltou ontem uma enorme nota oficial para desmentir que seu partido esteja alimentando voos mais altos, como vários comentaristas, inclusive eu, afirmam ser o objetivo das últimas movimentações partidárias na formação de alianças para as eleições municipais”.
Mas, ao longo da nota, completa Merval Pereira, Amaral vai revelando alguns pontos da discordância com o PT, partido a que o PSB está ligado desde a campanha presidencial de 1989, quando Lula foi derrotado por Collor para a Presidência da República.
– Na verdade, o que está claro para os que acompanham a política é que o PSB tenta se fortalecer nesta campanha municipal para fazer frente não apenas ao PT, mas, sobretudo, ao PMDB, que hoje ocupa o papel hegemônico na aliança governista.
O objetivo do PSB é, segundo diversos relatos, num primeiro momento, ocupar a vaga de vice na chapa de reeleição de Dilma Rousseff, posto que já teria sido garantido a Eduardo Campos pelo ex-presidente Lula.
Na sequência, Eduardo Campos pretenderia ser o candidato presidencial da aliança governista em 2018, tirando do PT a prioridade para indicar o candidato, diz Merval Pereira.
Muitos dirão: Mas Felipe Patury e Merval Pereira fazem parte da chamada “imprensa golpista”, que fala boas e loas do PT. Aliás, a bem da verdade, os dois escrevem para publicações ligadas a família Marinho – Época e O Globo. Mas isso não tem a ver neste caso.
O fato é que tanto o PDT como o PSB se comportam como partidos “amigos da onça do PT”. A título de ilustração, relembro ao leitor que aqui mesmo no Rio Grande do Norte os petistas experimentaram essa “afinidade” que eles tanto dizem existir principalmente entre eles e os socialistas.
A ex-governadora Wilma de Faria, por exemplo, levou o seu partido, o PSB, a apoiar a candidatura do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) novamente a prefeito de Natal, enquanto o PT indicou o vice da deputada Larissa Rosado (PSB) em Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do estado. Embora, todos sabem, a indicação foi imposta goela abaixo pela executiva nacional do PT.
No entanto, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, teve a cara de pau de dizer que não houve recíproca em Natal porque o PT não os procurou pra isso. Balela. O deputado Fernando Mineiro (PT), candidato a prefeito de Natal teve pelo menos duas conversas com Wilma para saber se ela iria ou não sair candidata a prefeita. Caso não fosse, gostaria de ter o seu apoio.
Wilma preferiu se auto-indicar vice de Carlos Eduardo Alves e deixou os petistas chupando dedo. Tá aí a recíproca!
E o que querem os “amigos da onça do PT”? Que caso haja segundo turno na eleição para prefeito em Natal, o PT apoie o pedetista Carlos Eduardo Alves. É possível que sim, afinal a “afinidade política” deve prevalecer em nome da aliança no plano nacional. Isso, claro, quem pensa são os petistas, porque os “amigos da onça” já pensam em carreira solo para a eleição presidencial, quando menos apoiar o tucano Aécio Neves, segundo o pedetista Carlos Lupi. A conferir!
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