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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Por que o aborto e o homossexualismo são assuntos tão repugnantes?
Bastou O Jornal de Hoje publicar uma reportagem abordando o fato do candidato a prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), ter colocado em seu programa de governo temas como aborto e homossexualismo, que o mundo veio abaixo. Os favoráveis e os contrários se manifestaram em rede social. Temas tabus como estes repelem comumente a opinião pública de se manifestar. Mas, por se tratar de propostas de um candidato a prefeito, pronto, as versões sobre a matéria são as mais diversas possíveis: fascista, preconceituosa, cavilosa, torpe.
Não quero aqui entrar no mérito da questão sobre a reportagem em si. O que não posso e não devo é omitir informações ou subvertê-las para servir aos meus interesses ou a interesses alheios. O que fez O Jornal de Hoje foi retratar um fato. A maneira como o fez pra mim não interessa.
O candidato Carlos Eduardo Alves ao divulgar em seu site de campanha na internet que dentro de seu programa de governo está a ampliação dos serviços de aborto, permitidos em lei, e também a inserção de conteúdos de educação para a “equidade de orientação sexual e valorização das diversidades” produziu um fato, e como tal jornalismo se faz baseado em fatos.
Não sou contra a abordagem dos dois temas, nem tenho medo de falar sobre eles. Tenho opinião clara sobre ambos e já falei sobre isso neste espaço. Quem quiser conferir é só clicar Aqui. Sabemos que tanto o aborto como o homossexualismo é um tabu que não diz respeito apenas ao Brasil, mas atinge também o primeiro mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, um deputado do partido Republicano está sendo pressionado a desistir da disputa por uma vaga no Senado. Ele fez uma declaração desastrada sobre aborto em casos de estupro. A declaração causou espanto dentro e fora do partido. O deputado Todd Akin, que concorre ao Senado, disse ser contrário ao aborto em caso de estupro. E tentou justificar:
– Quando o estupro ocorre, as mulheres têm um mecanismo natural no corpo capaz de evitar a gravidez.
Mais tarde, Akin disse que se expressou mal, mas a declaração ficou ainda mais constrangedora para a campanha republicana porque Todd Akin e Paul Ryan, candidato a vice-presidente pelo partido, já trabalharam juntos contra o aborto.
O candidato republicano Mitt Romney apressou-se em condenar o comentário de Akin. Disse que a declaração é um insulto, é indesculpável e que está completamente errada.
O presidente Barack Obama afirmou que estupro é estupro e que a ideia de especificar de que tipo de estupro se fala não faz sentido para o povo americano e que certamente não faz sentido para ele.
Tanto Obama quanto Romney evitam posições radicais sobre o aborto, um dos temas centrais da campanha. Romney admite o aborto em casos de estupro, incesto ou para salvar a vida da mãe. Já o presidente Barack Obama, que tenta a reeleição, defende que a mulher tenha a palavra final sobre o assunto.
Portanto, o que vem ao caso agora é o por que de Carlos Eduardo Alves não colocar o tema em discussão, já que trata-se de programas de um eventual governo seu na prefeitura de Natal. Não fosse O Jornal de Hoje o assunto certamente não viria a discussão. É hora de Carlos Eduardo Alves assumir sua defesa contra esse tabu que impera na sociedade, sobretudo entre católicos conservadores e evangélicos. Medo de perder votos? Se é isso por que então colocou os dois temas – aborto e homossexualismo – em seu plano de governo? Para agradar as minorias? Se foi isso também errou.
Um candidato que coloca em seu programa de governo propostas tão polêmicas como estas, tem que está absolutamente convicto de suas intenções. Do contrário é jogar pra inglês vê. Carlos Eduardo Alves se está convicto que irá implantar em uma eventual segunda gestão sua a frente da prefeitura de Natal a ampliação dos serviços de aborto, permitidos em lei, e também a inserção de conteúdos de educação para a “equidade de orientação sexual e valorização das diversidades”, deve levar à público no Programa Eleitoral suas propostas. Do contrário não passa de hipocrisia. A conferir!
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