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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Mais um atentado contra a liberdade de expressão

Jornalista é um incômodo. E é assim que deve ser. Se não for não é jornalista, segundo Ricardo Noblat. Pois muito bem: o colega Roberto Guedes parece que estava incomodando políticos em Caiçara do Rio dos Ventos (RN). Resultado: sofreu um atentado no último sábado.

Um atentado contra a liberdade de expressão, pois que Roberto Guedes vinha denunciado coisas que considerava erradas na política local e em ano de eleições isso aborrece muita gente que não está acostumada a democracia, certamente. Roberto Guedes teve o braço quebrado e o carro depredado por desgostosos do que ele vinha escrevendo. Infelizmente isso é corriqueiro quando se faz jornalismo político. Quando não são agressões físicas são morais.

Costumo dizer que jornalismo que agrada é jornalismo chapa branca ou secos e molhados.

Jornalismo só vale a pena se exercido com disposição crítica e independência. Se ninguém reclama, é porque algo está errado. Isso é um fato.

Há alguns anos escrevi aqui neste espaço que acredito no jornalismo sério, sem amarras, embora isso aparentemente possa ser utópico. Mas estou convicto de que a internet está proporcionando isso. Mesmo que de forma isolada existe sim o jornalismo independente de grupos políticos e econômicos. O problema está no fato de que quando os interesses são contrariados há aqueles que se arvoram e criticam esse tipo de jornalismo.

Acho que é o caso de Roberto Guedes. Só que no caso dele os descontentes tomaram medidas extremas, não ficaram só nas críticas ao seu trabalho  e acabaram transformando os seus descontentamentos em caso de polícia. Ao jornalista deve-se cobrar independência. Ele não pode omitir informações ou subvertê-las para servir aos seus interesses ou a interesses alheios.

Infelizmente, apesar do Brasil viver a democracia plena, parece que nem todos entendem ou compreendem o significado maior disso. Vivem ainda o tempo do “coronelismo”. Escreveu não leu o pau comeu!

O grande jornalista Mino Carta disse certa vez que  “o jornalista deve buscar a verdade, a imparcialidade e exercer a vigilância sobre o poder”. E ele tem razão. Se não for assim é melhor escolher outra profissão.

O problema é que fazer jornalismo sério incomoda muita gente. Ah, e como incomoda!

Veja vídeo com o depoimento de Roberto Guedes sobre o ocorrido clicando Aqui

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