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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Cobre-se do jornalista honestidade e independência

Não faz tanto tempo assim postei um Editorial no meu blog e citei um pensamento do jornalista Ricardo Noblat. Reporto-me a isso porque o momento agora exige que se repita. Diz o seguinte:

Jornalista é imparcial. Ou tem obrigação de ser. Este é um dos mitos cultivados há mais de século.

Ninguém é imparcial. Porque você é obrigado a fazer escolhas a todo instante. E ao fazer toma partido.

Quando destaco mais uma notícia do que outra faço uma escolha. Tomo partido.

Quando opino a respeito de qualquer coisa tomo partido.

Cobre-se do jornalista honestidade.

Não posso inventar nada. Não posso mentir. Não posso manipular fatos.

Mas posso errar – como qualquer um pode. E quando erro devo admitir o erro e me desculpar por ele.

Cobre-se do jornalista independência.

Não posso omitir informações ou subvertê-las para servir aos meus interesses ou a interesses alheios.

Se me limito a dar uma notícia devo ser objetivo. Cabe aos leitores tirarem suas próprias conclusões.

Se comento uma notícia ou analiso um fato, ofereço minhas próprias conclusões. Cabe aos leitores refletir a respeito, concordar, divergir ou se manter indiferente. 

Jornalista é um incômodo. E é assim que deve ser. Se não for não é jornalista.

Jornalista não é pra agradar ninguém. Jornalista que não incomoda é chapa-branca ou faz do seu trabalho um secos e molhados.

Retomo as palavras de Noblat porque algumas pessoas não sabem o que é um jornalista ou fingem não saber.

Acham que jornalista não pode ter posições políticas. Ledo engano. Jornalista é um ser humano e acima de tudo um cidadão, e como tal tem posições políticas. Não fujo a regra e nem poderia.

Quando atuava em Redação dizia sempre o seguinte: Vendo a minha mão-de-obra, minha consciência política jamais.

Agora que tenho um blog, e que não tem caráter chapa branca, é que a minha consciência jamais será subvertida, embora alguns achem o contrário.

Estas pessoas que criticam os meus posicionamentos não sabem o que é liberdade de expressão. Acho até que elas podem discordar do meu pensamento, mas daí a fazer críticas ásperas, é porque não sabem o real sentido da democracia.

Infelizmente, estas mesmas pessoas acham que a gente tem que concordar com o pensamento delas, caso contrário, o jornalista é venal, é comprometido com esse ou aquele político. Outro ledo engano!

O pior é que estas pessoas usam os seus microblogs (twitter) para destilar o seu veneno. Não aceitam que o jornalista tenha opinião. Tomam partido por seus candidatos e ai daquele que criticar o seu idolatrado.

A esses devo dizer que cobre-se do jornalista honestidade e independência.

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