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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

As urnas falaram mais alto do que as pesquisas!

As urnas desmoralizaram as pesquisas de intenção de voto na eleição deste domingo (7) em Natal. Exceto o Instituto Certus, que já no início da semana passada mostrava que o ex-prefeito e candidato novamente ao cargo, Carlos Eduardo Alves (PDT), perdera a vantagem que tinha em relação as intenções de voto dos adversários – Carlos estava com 44,75% na pesquisa anterior e já na última avaliação Certus caiu para 40,16% -, os demais institutos trabalharam com a margem de erro, ou seja, em cima da probabilidade de segundo turno, uma espécie de carta de seguro. A Vox Populi, esta exacerbou. Deu o pedetista já praticamente eleito, com uma diferença de 15% sobre a soma de intenção de voto de todos os seus oponentes. Aliás, no caso da Certus ela acertou em Natal e Mossoró.

O fato é que abertas as urnas a soma de votos dos demais candidatos chegou a 59,55% contra os 40,42% obtidos por Carlos Eduardo Alves, ou seja, uma diferença de quase 20% sobre os votos obtidos pelo pedetista. A diferença da soma dos demais candidatos juntos registrou 19,13%. E viva a democracia que nos permite votar e se contrapor as estatísticas!

A bem da verdade, o eleitor natalense mostrou que não se rende aos números estatísticos e que candidato nenhum pode se considerar eleito antes do tempo, até porque eleição político-partidária não é uma eleição cartorial como a de um síndico ou presidente de partido. O povo é sábio e não se deixa enganar por números muitas vezes fora da realidade, o que, diga-se de passagem, não ocorreu só em Natal.

No caso do Rio Grande do Norte, em Mossoró, a segunda maior cidade do estado, aconteceu a mesma coisa. A candidata favorita em todas as pesquisas de intenção de voto, Larissa Rosado (PSB), perdeu para a sua principal oponente, Cláudia Regina (DEM), que sempre figurou em segundo lugar em todas as avaliações realizadas.

É preciso rever as pesquisas de intenção de voto. Essas avaliações deveriam ser realizadas apenas para consumo interno das coligações partidárias, até porque se um determinado jornal encomenda uma pesquisa e ela é desfavorável a um certo candidato, os números são considerados manipulados por seus correligionários e simpatizantes. A título de exemplo, cito novamente a Certus, publicada na Tribuna do Norte. Os eleitores de Carlos Eduardo Alves insinuaram manipulação dos números. O resultado está aí. Foi o único instituto que acertou.

As pesquisas acabam motivando o eleitor a acreditar nos números apresentados, o que muitas vezes não corresponde a realidade. O candidato do PT a prefeito de Natal, Fernando Mineiro, que figurava em terceiro lugar na maioria das avaliações quase chega ao segundo turno. Não chegou, mas contribuiu com a sua expressiva votação para que o candidato do PMDB, Hermano Morais, chegasse lá.

Observe-se, no entanto, que o crescimento de Mineiro deu-se do meio para o fim da campanha principalmente após desconstruir o discurso de Carlos Eduardo Alves, que num debate sobre a saúde criticou Lula e o PT. Mineiro aproveitou a deixa e colocou isso nas redes sociais, o que certamente lhe rendeu votos a mais. Isso as pesquisas não registraram, exceto, repito, a Certus que colou Mineiro em Hermano, já no início da semana passada.

Uma outra observação a ser feita é que o resultado das urnas levando a decisão em Natal para um segundo turno, demonstra que o natalense não está totalmente convencido de que o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves seja um bom nome para administrar a cidade novamente. Prova maior disso é que o número de eleitores que votaram contra a sua candidatura chegou a 60%, contra os 40% que depositaram o voto nele. As urnas falaram mais alto do que as pesquisas. Daí a importância de um segundo turno. A conferir!

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One Response to Editorial

  1. Jô Lopes disse:

    Considero que o resultado das urnas mostrou um quadro vergonhoso para os institutos de pesquisa. No caso do candidato Fernando Mineiro foi absurdo. Nenhuma pesquisa divulgou a verdade. Uma vergonha. Uma mentira. Se as pesquisas tivessem divulgado a verdade, seria ele a disputar o segundo turno com Carlos Eduardo.

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