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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O PT e o projeto nacional

Desde que o PT chegou ao Planalto numa memorável vitória do presidente Lula, os petistas sempre defenderam que o projeto maior do partido é evitar que forças conservadoras voltem ao Poder. Tem sido assim ao longo dos anos. Lembro que na primeira eleição de Wilma de Faria (PSB) ao governo do Rio Grande do Norte, isso em 2002, liderando uma frente de pequenos partidos, obteve o apoio no segundo turno do PT, contra o então governador, candidato a reeleição, Fernando Freire (PMDB). Naquela época, Lula, novamente candidato à Presidência da República, veio ao RN em duas ocasiões – Natal e Mossoró – pedir votos para Wilma. O PT do RN teve que engolir a seco o apoio à socialista. Mas tudo em nome de um projeto maior, que era levar Lula ao Poder, segundo os próprios petistas.

Em 2008, a deputada Fátima Bezerra (PT) é lançada candidata a prefeita de Natal com o apoio do PDT, do PSB e do PMDB. Lula, já como presidente, veio outra vez a Natal. Novamente o discurso contra o conservadorismo representado pelo DEM do senador José Agripino Maia, que apoiou a candidatura da hoje prefeita da capital potiguar, Micarla de Sousa (PV). Fátima, apesar do apoio de peso que tinha principalmente do presidente Lula perdeu as eleições. Carlos Eduardo Alves não conseguiu fazer sua sucessora.

Agora, em 2012, novas eleições municipais. Em Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do estado e cidade natal da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), o PT que tinha candidatura própria, teve que abdicar dela em função do projeto maior. Ou seja, derrotar aquele que junto com o PSDB são considerados os maiores adversários do governo Dilma. Falo do Democratas. Claro, no meio disso tudo uma nova imposição da Executiva Nacional petista. O PT teria que indicar o vice da deputada Larissa Rosado (PSB) e em troca os socialistas sob o comando do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, apoiaria a candidatura de Fernando Haddad (SP) em São Paulo. Resultado: Cláudia Regina (DEM) ganhou as eleições em Mossoró.

Segundo turno: A situação volta a se repetir. Só que agora é o PMDB, aliado maior do PT no plano nacional, com o vice-presidente da República e quatro ministros, que socorrem o petista Fernando Haddad em São Paulo contra o tucano José Serra. Em troca, o apoio dos petistas aos candidatos peemedebistas que vão ao segundo turno em Florianopólis (SC) e Natal (RN).

Mas agora, os petistas de Natal dizem que a decisão será municipal e que a Executiva Nacional não vai interferir, embora a deputada Fátima Bezerra (PT) tenha sido chamada a ir à São Paulo nesta quarta-feira (10). Quer dizer, os petistas de Natal agora não estão levando em consideração o projeto maior, ao que parece. No caso do apoio a Wilma e à Larissa, ambas do PSB, foi o projeto maior que prevaleceu. Na capital potiguar tencionam apoiar Carlos Eduardo Alves, do PDT, cujo partido tucanou em São Paulo.

Interessante nisso tudo é que o presidente nacional do PSB, cuja companheira de chapa de Carlos Eduardo Alves (PDT), professora Wilma de Faria é filiada, não está interessado nesse projeto maior do PT não. O projeto maior de Eduardo Campos é suceder Dilma Ruosseff. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, por exemplo, o candidato eleito lá do PSB teve o apoio incondicional do senador Aécio Neves (PSDB), outro dito presidenciável. Aliás, o neto de Tancredo Neves – já falecido – pensa em atrair Campos para ser o seu vice em 2014. Lá em Belo Horizonte os socialistas derrotaram os petistas em eleição decidida em primeiro turno. Em Recife, terra natal de Campos, os socialistas também derrotaram os petistas. Em São Paulo, o PDT de Carolos Eduardo Alves decidiu apoiar o tucano José Serra contra o petista Fernando Haddad agora no segundo turno.

E aí pergunto: onde está o tão falado projeto nacional do PT? Sim, porque se o presidente nacional do PSB tenciona ser candidato à Presidência da República e se o PDT em São Paulo apóia Serra, isto certamente enfraquece o PT. E se o PT em Natal não seguir a decisão da Executiva Nacional de apoiar a candidatura peemedebista, estará certamente desconstruindo o discurso do projeto nacional, porquanto PSB e PDT agora, me parece, fazem o “fogo amigo”. A conferir!

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