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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Golpe baixo com omissão da verdade!
O marketing do candidato novamente a prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), usou de golpe baixo na reta final do segundo turno. Mostrou um vídeo de há quase dez anos, quando Hermano Morais era vereador numa discussão inflamada contra o também vereador Olegário Passos. Hermano, então no PSB, que também era de Carlos Eduardo Alves, prefeito à época de Natal, e Olegário, que pertencia ao PT, discutiram na primeira reunião da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que iria investigar denúncia do vereador Enildo Alves, ex-secretário municipal de Saúde de Carlos Eduardo Alves, de desvio de recursos do SUS para efeito de pagamento do 13º e o salário do mês de dezembro ao funcionalismo público municipal na gestão de Carlos Eduardo Alves. Isso o programa de Carlos Eduardo Alves não diz. Só mostra a cena.
Pois muito bem: Agora o programa de Hermano Morais leva ao ar a palavra do vereador Olegário Passos, que afirma ser amigo de Hermano e que o incidente são coisas passadas. Disse ainda que na mesma época do ocorrido os dois fizeram as pazes, como há de se comportar duas pessoas civilizadas. Isso o programa de Carlos Eduardo Alves, que usou de golpe baixo, também não registra.
O marketing de Hermano Morais poderia ter usado também dos mesmos artifícios para denegrir a imagem de Carlos Eduardo Alves. Não o fez, por questão ética. Poderia ter usado o VT do debate sobre saúde em que Carlos Eduardo Alves, intempestivamente, colocou o dedo em riste no rosto de Hermano e ainda por cima falando alto. Não o fez. Poderia, por exemplo, ter colocado a manchete de O Jornal de Hoje com a foto de Carlos Eduardo Alves na capa, onde o vespertino reproduz entrevista de Carlos Eduardo Alves à revista Palumbo, onde ele afirma que “carisma é coisa de viadagem”. Não o fez em respeito a ética e ao candidato opositor.
Muitos falam que o programa de Hermano Morais baixou o nível. Não vejo onde. Se falar de obras inacabadas é baixar o nível, não sei onde se possa encontrar baixeza aí. Se falar que Carlos Eduardo Alves é ficha suja, não sei onde encontrar baixeza aí, pois que o pedetista vai ao segundo turno sem saber se pode assumir o cargo ou não se eleito for, porquanto o Tribunal de Justiça do estado só vai julgar o agravo impetrado pela Câmara e pela Prefeitura somente na quinta-feira, depois de ocorrido o pleito em segundo turno. Portanto, resta a dúvida, até porque o ex-prefeito teve as contas desaprovadas pelo Legislativo em seu último ano de governo – 2008 – e sob a ótica tanto do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) quanto do STF (Superior Tribunal de Justiça), as Câmaras Municipais é quem podem julgar as contas dos prefeitos, e não os Tribunais de Contas, que servem apenas como órgãos auxiliares.
Daí, se alguém usou de golpe baixo nesta reta final de campanha foi o marketing de Carlos Eduardo Alves. Se alguém foi homofóbico, não foi Hermano Morais, mas sim Carlos Eduardo Alves ao dizer que “carisma é coisa de viadagem”. Isso as redes sociais não voltam a repercutir, mas é fato que repercutiram na época da entrevista de Carlos Eduardo Alves à revista Palumbo. Então é Hermano Morais é que é homofóbico, Carlos Eduardo Alves não? Interessante isso!
O golpe baixo do marketing de Carlos Eduardo Alves, e aí não culpo o candidato como querem culpar Hermano Morais sobre os tais panfletos que distribuíram em igrejas evangélicas, pode ser um tiro no pé também. Aliás, o vídeo que vem sendo mostrado no programa eleitoral assim como nas inserções do candidato Carlos Eduardo Alves não deveria ser nem permitido pela Justiça Eleitoral, pois que mostra também uma pessoa, no caso Olegário Passos, que não está envolvida com a campanha de nenhum dos candidatos.
De qualquer forma, acertou o marketing de Hermano Morais ao colocar em seu programa eleitoral a palavra do ex-vereador Olegário Passos, que um dia já foi do PT e contra a então administração Carlos Eduardo Alves. Quem não assistiu ao programa de Hermano sugiro conferir e tirar suas conclusões.
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