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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O recado do eleitor

Sem desmerecer a vitória de Carlos Eduardo Alves, mas o fato é que o natalense deixou seu recado nas urnas quando 158.208 eleitores preferiram não escolher nenhum dos dois candidatos que foram ao segundo turno.

Detalhe: o número é maior do que o obtido nas urnas pelo candidato que ficou em segundo lugar, Hermano Morais, que sufragou 153.522 dos votos válidos.

O recado das urnas aos políticos está bem explícito na soma dos percentuais de votos brancos, nulos e abstenções que chegou a 32,61%, assim distribuídos: abstenções – 102.324 eleitores (19,44%); nulos – 40.135 (9,46%); brancos – 15.749 (3,71%).

Para uma cidade que tem 526.426 eleitores os números acima são muito significativos. Há de se ressaltar ainda que o prefeito eleito obteve 214.687 votos válidos, ou seja, não correspondeu nem a 50% dos eleitores aptos a votar, que seria, no caso, 263 mil eleitores.

Mas isso de certa forma tem uma explicação: A desilusão com a classe política. Nas duas últimas eleições que antecederam a esta, no caso para prefeito de Natal e para governador do Rio Grande do Norte, o natalense ficou como que gato escaldado. Tanto Micarla de Sousa (PV), atual prefeita de Natal, quanto Rosalba Ciarlini (DEM), atual governadora do estado, foram duas decepções.

Outra coisa a ser observada neste segundo turno em Natal, foi a pregação do voto nulo feita pela vereadora eleita Amanda Gurgel (PSTU), que arrebentou a boca do balão com seus quase 33 mil votos. Não a toa os votos nulos chegaram a 40.135, ou 9,46%, quase 10%.

Fato é que é preciso haver uma renovação. A vitória em São Paulo de um candidato que nunca havia participado de uma eleição – Fernando Haddad –  é a prova da demanda do eleitor pela renovação na política brasileira. Essa é a opinião de cientistas políticos ouvidos pelo Globo. E o movimento, dizem, depende de novos quadros e da aposta em nomes até hoje pouco conhecidos.

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3 Responses to Editorial

  1. Não acho que os votos nulos tenham vindo em boa parte de Amanda Gurgel. Eu votei nulo e não votei em Amanda. Acredito inclusive que uma parte dos votos nulos vieram de eleitores de Mineiro. Pelo menos, na minha roda de amigos, a maior parte votou nele no primeiro turno e votou nulo nesse turno.

    • Carlos A. Barbosa disse:

      Muito bom dia Myrianna. Não disse que os votos nulos tenham sido em função da pregação de Amanda. Contudo, sua pregação de certa forma funcionou. Mas tanto os votos nulos e brancos foram em protesto ao que está aí na política. O povo cansou, essa é a verdade, de tanto engodo.

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