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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A confiança de Carlos em seu julgamento
Passado a ressaca cívica do último domingo em que Carlos Eduardo Alves (PDT) foi eleito novamente prefeito de Natal, as atenções agora se voltam para o seu julgamento no Tribunal de Justiça do estado, onde na próxima quinta-feira (31), se não houver novos percalços, o agravo da Câmara Municipal e da Prefeitura de Natal contra a sua candidatura será analisado.
Carlos Eduardo Alves se mostra confiante. Disse ele ontem em entrevistas à emissoras de televisão um dia após ser eleito novamente prefeito:
– Jamais serei cassado pela justiça comum, todos sabem que a Câmara foi casuística em querer me cassar para me afastar do pleito.
Todavia o que será levado a julgamento não é o fato do posicionamento político do legislativo municipal, mas sim atos considerados improbos praticados pelo ex-gestor ao apagar das luzes da sua administração. Ou seja: a Câmara Municipal reprovou suas contas relativas ao exercício financeiro de 2008, último ano em que foi prefeito de Natal, justificando para isso um saque previdenciário de R$ 22 milhões, posteriormente devolvidos com correção monetária, uma operação de crédito de R$ 40 milhões, resultantes da venda da conta do município da Caixa Econômica para o Banco do Brasil e incorporações salariais. Se foi uma decisão política a reprovação de suas contas, conforme Carlos Eduardo Alves prega, fato é que tais ações foram perpetradas por ele enquanto prefeito de Natal.
Isto sob a ótica do legislativo. No entanto, o próprio TCE (Tribunal de Contas do Estado) aprovou suas contas com ressalvas, e ao encaminhar a lista de gestores aptos a concorrer ao pleito de 2012 ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) o fez na condição de sub júdice.
É fato que o então candidato Carlos Eduardo Alves recorreu da decisão da Câmara e da Prefeitura em apresentar um agravo contra a sua candidatura, conseguindo junto a Justiça comum um efeito suspensivo do agravo com medida liminar e o TRE também deferiu a sua candidatura.
Agora, eleito prefeito de Natal, com a soberania das urnas, Carlos Eduardo Alves se ver de volta ao tapetão. Se vai ser absolvido ou não só a Justiça dirá, mas, assim como tinha a certeza de ser eleito novamente prefeito, Carlos Eduardo Alves também tem a absoluta certeza de que os togados lhe absolvirão. A conferir!
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