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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Com o crime não há negociação
Gosto do contraponto, de provocar a discussão e até da polêmica. Acho que isso faz bem a democracia. Daí ter publicado parte de uma reportagem que li hoje na Folha de São Paulo, onde o sociólogo Cláudio Beato, um dos maiores especialistas em segurança no Brasil defende que “o país – governos – deve negociar com criminosos”. Parece-me um absurdo, mas os argumentos dele serve para um debate.
Os exemplos bem-sucedidos de negociações com criminosos, segundo Cláudio Beato, vão dos EUA a El Salvador, onde a igreja intermediou acordos. No Brasil, a polícia faz acordos informais com o crime, de acordo com ele, que deveriam ser institucionais.
Para Beato, a falta de transparência só aumenta a sensação de insegurança. De certo neste ponto o sociólogo tem razão. O grande problema é que nas corporações militares existem, como em qualquer profissão, os bons e os maus policiais. Aí é onde reside o problema.
Na semana passada a Folha noticiou, por exemplo, que a Corregedoria da Polícia Militar suspeita que policiais entregaram a criminosos uma listagem com nomes completos, endereços residenciais e telefones de quase cem PMs que atuam na Grande SP.
Segundo a apuração do órgão, a venda dos dados foi feita por R$ 8 mil. A listagem teria sido retirada do 35º Batalhão da PM de Itaquaquecetuba, e as informações seriam usadas por membros da facção criminosa PCC para cometer atentados contra policiais e/ou seus familiares.
Como essa listagem saiu do 35º Batalhão da PM? Só pode ter sido com o conhecimento de alguém com acesso a essa listagem, claro e óbvio. E certamente não foi um simples policial, mas alguém com patente alta. Daí é onde entra a falta de transparência. A corrupção, infelizmente, também se instalou nos quartéis, essa é a realidade. Mas não podemos generalizar. A Polícia Militar é uma instituição séria e os maus elementos têm que ser banidos dos seus quadros em todo o país.
Portanto, a proposta do sociólogo Cláudio Beato me parece uma coisa surreal e fora de contexto. Como negociar com o crime organizado? Negociar o que com a criminalidade se dentro das próprias polícias existem maus policiais que se corrompem? Essa é a dura realidade.
O crime tem que ser combatido e não negociado. Negociar com criminosos é o mesmo que institucionalizar a criminalidade no país, tal qual se faz hoje com o Jogo do Bicho, onde todos sabem se tratar de uma contravenção, mas os maus policiais se vendem e o resultado é que continua existindo de maneira ilegal.
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