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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

E não é que o caso da `Máfia dos Combustíveis´ volta a ser falado

Passados anos desde a denúncia da revista IstoÉ, a eleição da presidência do Senado e da liderança do PMDB na Câmara provocou a “ressuscitação” do caso conhecido como “Máfia dos Combustíveis”.

Hoje os jornais trazem as seguintes informações:

– Considerado favorito para tornar-se líder da bancada do PMDB na Câmara, e após denúncias de uso de documento falso, Eduardo Cunha (RJ) responde também a um inquérito que apura eventual uso de prestígio parlamentar para ajudar uma refinaria acusada de crime tributário, na chamada “Máfia dos Combustíveis”. De acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, há “indícios do envolvimento” do parlamentar numa investigação contra seis empresas suspeitas de formação de quadrilha e sonegação de impostos, dentre elas a Refinaria de Manguinhos, cujo dono é Ricardo Magro. Essa refinaria foi autuada por deixar de recolher tributos retidos na saída de gasolina para outras firmas.

No Senado, o candidato de oposição a Renan Calheiros (PMDB-AL), senador Pedro Taques (PDT-MT) também enfrenta graves acusações. Taques trava uma batalha judicial contra um jornalista de Cuiabá, José Marcondes, conhecido como “Muvuca” que o acusou de haver beneficiado, como procurador, a “Máfia dos Combustíveis”, no Mato Grosso, cuja retribuição teria sido uma generosa doação a sua campanha.

Para quem não lembra, a “Mafia dos Combustíveis” chegou por aqui no final do governo Fernando Freire (PMDB) tendo continuidade no primeiro governo Wilma de Faria (PSB).

Só para refrescar a memória do leitor, em agosto de 2009, portanto há quase cinco anos, a imprensa papa-jerimum divulgou que as 13 pessoas acusadas de corrupção ativa e passiva, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em um esquema que foi batizado como a “Máfia dos Combustíveis” seriam julgadas ainda naquele mês e ano. Entre os envolvidos estavam  o ex-governador do Rio Grande do Norte Fernando Freire; o ex-secretário estadual de Tributação, Márcio Bezerra de Azevedo; um irmão da então governadora do estado Wilma de Faria (Fernando Antônio de Faria); e um também então genro dela (Carlos Roberto do Monte Sena).

Além deles, outras nove pessoas foram  acusadas de atuarem em dois esquemas relativos à concessão e manutenção de regime especial de tributação em favor da empresa American Distribuidora de Combustíveis Ltda., o que gerou um prejuízo ao estado de quase R$ 66 milhões.

Os indiciados teriam participado do esquema em dois momentos distintos: atuando em favor do regime especial de tributação para a American Distribuidora, em 2002 – onde Fernando Freire teria participado –, e na atuação para manter a concessão do regime especial, já no primeiro governo de Wilma de Faria, onde outros indiciados teriam participado.

Até hoje não se tem notícia de que alguém esteja preso, mesmo todos eles tendo provocado um prejuízo de R$ 66 milhões ao estado.

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