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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Documento apócrifo leva a Câmara à vala comum

A imprensa pouco destaque deu, mas as palavras do deputado Henrique Eduardo Alves, eleito ontem presidente da Câmara, ao discursar defendendo a sua candidatura teve um efeito como que de uma lança mortal.

Ao se referir a um documento apócrifo distribuído nos gabinetes horas antes de se iniciar a votação, com cópias de reportagens de supostas irregularidades cometidas pelo de­putado no exercício do mandato e até as suspeitas de enriqueci­mento ilícito, Henrique Alves alfinetou:

– Quero dizer que fui surpreendido hoje com uma divulgação apócrifa de um documento que nem termo eu teria para a ele me referir, de tão pequeno, tão minúsculo. Exatamente o que esta Casa rejeita, o comportamento sem cara, sem rosto, anônimo, clandestino, subterrâneo. Mas de tão pequeno, quero apenas dizer a esta Casa que as labaredas de um fogo amigo ou inimigo, e eu sei de onde partiu, por que partiu e em que direção partiu, deixa para lá. Quem construiu o alicerce de uma Casa da ética, do trabalho, da coerência, da lealdade, da vida pública, essas pequenas labaredas não resistem às chuvas do verão.

Como uma das primeiras medidas de sua gestão, o peemedebista pediu à segurança da Casa que tentasse identificar a origem do documento.

Fato é que quem o fez ou mandou fazer esse documento apócrifo agiu com pequenez e mesquinharia. Como disse o próprio Henrique Alves, uma Casa que rejeita esse tipo de coisa não pode jamais aceitar que seus pares ajam desta forma. A Câmara foi à vala comum no dia de ontem com esse documento apócrifo. Coisa baixa de gente sem caráter que não tem a coragem de assumir seus atos.

O documento apócrifo certamente teve um efeito contrário, contribuindo para que o deputado Henrique Eduardo Alves fosse eleito presidente da Câmara em primeiro turno numa disputa com mais três outros colegas.

Que isso sirva de exemplo e que comportamentos como este não se repitam mais na Câmara dos Deputados, onde se supõe existem homens, no melhor sentido da palavra, e não moleques ou mesmo pelegos que costumam usar de documentos apócrifos para desmoralizar adversários. A conferir!

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