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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O PMDB do RN precisa se definir

Ser ou não ser, eis a questão. A famosa frase (no original em inglêsTo be or not to be, that’s the question) vem da peça A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, de William Shakespeare, se aplica perfeitamente ao PMDB do RN quando se fala em ser aliado do governo Rosalba Ciarlini (DEM). Nesta segunda-feira (25) os peemedebistas, digo, o presidente da Câmara e estadual do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves, e o senador-ministro Garibaldi Alves Filho, terão a oportunidade   de responder ao distinto público se o PMDB terá ou não candidato a governador nas eleições de 2014. Para tanto, o PMDB terá que romper com o governo dos democratas no RN desde já e não ficar à espera, mais uma vez, de ser a noiva cortejada para as próximas eleições.

Digo que terá que romper desde já porquanto o PMDB a nível nacional faz parte da base aliada do governo da presidente Dilma Ruosseff, do PT, e que por sua vez é candidata a reeleição e deseja, óbviamente, fortalecer sua base nos estados com vistas as eleições do próximo ano. O senador-ministro, Garibaldi Alves, já é cotado para ser o candidato governista em terras papa-jerimum. Digo, candidato governista no plano federal, sendo assim, o PMDB do Rio Grande do Norte não pode servir a dois senhores. Tem que se definir.

Um detalhe na atual situação do PMDB potiguar é que nas eleições passadas para o governo do estado, o senador Garibaldi, candidato a reeleição, apoiou Rosalba para o governo e o deputado Henrique Alves, também candidato a reeleição, apoiou o então governador, candidato a reeleição, Iberê Ferreira de Souza (PSB). Agora, parece, a situação se inverteu. Em todo caso, Henrique Alves, hoje presidente da Câmara com o apoio do PT e da presidente Dilma Ruossseff, e com o seu PMDB dizendo que terá candidatura própria em todos os estados, não tem outra saída a não ser o rompimento com o governo Rosalba.

Não terá que ter meias palavras. Ou rompe com o governo dos Democratas ou o seu partido, o PMDB, continuará com a pecha de que está sempre ao lado do governo: “Se hay gobierno, soy favorable”. A senha já foi dada desde a eleição para prefeito de Natal, quando os peemedebistas faziam anos que não lançavam candidatura própria. Acabaram lançando o deputado estadual Hermano Morais que obteve 41% das intenções de voto no maior colégio eleitoral do estado. O PMDB encerrou assim a fama de ser coadjuvante, ou seja, sempre apoiando candidaturas majoritárias de outro partido. Mas isso foi em Natal. Agora resta saber se no plano estadual também vai voltar a ousar e lançar candidatura própria.

A reunião de logo mais à noite na residência oficial do presidente da Câmara, em Brasília, entre os caciques do PMDB potiguar e a governadora Rosalba Ciarlini e seus aliados, bem próxima do Palácio do Planalto, onde certamente a presidente Dilma Ruosseff terá o maior interesse em saber do resultado, servirá para o PMDB não só colocar o ponto nos “is”, como também ter a coragem de dizer que ali se dará o rompimento oficial com o governo do DEM.

Caso contrário, se for só uma lavagem de roupa para reclamar da falta de diálogo do governo com o PMDB. é mais uma pauta para encher linguiça das editorias políticas dos jornais, portais e blogs. Não vejo como não pensar assim, até porque a reunião está sendo cercada de mistérios por ser em Brasília. Uma conversa com a governadora para dizer que não está havendo diálogo na base aliada não precisaria ser em Brasília. As entrevistas de deputados estaduais do PMDB e do próprio ministro Garibaldi Alves já dizem isso claramente.

Fato é que o PMDB do RN precisa se definir. Ou rompe com o DEM no RN ou continuará aliado de um adversário político do governo Dilma, a quem os peemedebistas servem no plano federal. Rompendo, não só sinaliza para uma candidatura própria ao governo do estado em 2014, mas como também deixa claro que o palanque no RN nas próximas eleições terá PMDB e PT juntos com as bênçãos da presidente Dilma e de Lula. Aliás, na semana passada Henrique Alves procurou o presidente Lula para falar da manutenção da aliança no plano nacional, com Michel Temer continuando como vice de Dilma em 2014. Certamente a conversa passou pela política  papa-jerimum e Henrique deverá dizer isso hoje na reunião com o DEM. A conferir!

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