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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Os políticos e suas conveniências
No último domingo o jornal Tribuna do Norte publicou entrevista com a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), onde ela declara ser possível votar na presidente Dilma Ruosseff (PT) no seu projeto de reeleição. Hoje a jornalista Eliane Catanhêde, colunista da Folha diz que o tucano José Serra e o socialista Eduardo Campos se encontraram sigilosamente em São Paulo. E não foi para falar de flores. Já tem gente até sonhando com uma chapa geográfica e sinuosa: Campos e Serra. Em política, nada é impossível.
Me reporto a estes dois fatos porque nestes meus trinta anos de jornalismo nada me surpreende mais na política. Ainda ontem o jovem repórter Tácio Cavalcanti, companheiro de twitter, se referia as especulações para 2014 e questionava ele “quem abre pra quem?”. Respondi-lhe que a arte da política é a conveniência aqui e alhures e isso não é de agora. Há muito se procede assim. Ideologia, quero uma pra viver, já dizia Cazuza e não canso de repetir isso neste espaço.
Antigamente, e isso já se vão longos anos, épocas ainda da “guerra fria” entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética, se podia dizer que no mundo existia ideologia. Hoje, jamais. Políticos como Leonel Brizola, Miguel Arraes e até mesmo Ulysses Guimarães tinham uma causa para lutar, uma ideologia. Hoje o que se observa é o pragmatismo para se manter no poder ou chegar a ele.
Miguel Arraes certamente deve está se tremendo no túmulo de tanta raiva pelo fato do neto, governador de Pernambuco Eduardo Campos, que tem o projeto de um dia ser presidente da República, ter ído conversar com José Serra a respeito, provavelmente, de um possível apoio do tucano a uma eventual candidatura sua à sucessão de Dilma Ruosseff. Que ideologia socialista é essa de Eduardo Campos, se o tucano é contra o governo petista de ideias contrárias ao PSDB e do qual Campos faz parte de sua base aliada?
Da mesma forma Rosalba Ciarlini, que pertence a um partido de ideais neoliberal e que afirma que pode votar em Dilma Ruosseff para a sua reeleição à Presidência da República. Claro está pra mim que isso significa uma sinalização para mudança de partido, provavelmente o PMDB, partido que faz parte do governo Dilma. O presidente nacional do DEM, José Agripino Maia, nem quer falar sobre isso. Indagado por repórteres esta semana mandou que os colegas perguntassem a ela, a governadora. Mas ela já disse que pode votar, sim, em Dilma Ruosseff, senador!
Se as duas situações acima citadas não são por conveniências, o que significam então? Ora,ora,ora. Pragmatismo na política é sinônimo puro e simplesmente de conveniência, caro leitor. O resto, bem, o resto é conversa pra boi dormir ou ludibriar o eleitor. A conferir!
Charge: Gilvan, na Gazeta do Iguaçu
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