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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Uma boa sacada!
Está aí uma boa sacada. Leio no Blog de Alex Medeiros que foi proposta uma idéia para incrementar os relacionamentos no twitter. Internautas iniciaram na manhã de hoje um debate pela rede social para discutir a violência na capital do Rio Grande do Norte. Tenho feito algumas críticas aqui neste espaço sobre a maneira como algumas pessoas estão usando o twitter, sobretudo os políticos que entram na nova rede social para muitas vezes pautar a imprensa falando sempre em assuntos que lhe interessam, mas evitando abordar asuntos que lhes desagradam. Mas essa idéia do debate sobre a violência em Natal é oportuna, até para provocar a classe política. O que pensa a governadora Wilma de Faria, por exemplo, sobre o assunto? O que pensa a prefeita de Natal Micarla de Souza, ídem?
Não entrei na rede porque ainda não sou um twitteiro, mas pretendo em breve ser um a mais. Todavia aproveito o espaço do Blog para também entrar na discussão. Realmente chegou a hora da sociedade cobrar das “autoridades competentes” uma solução para o quadro de insegurança que a cada dia aumenta em Natal. Na semana passada foi realizada na capital potiguar a 1ª Conseg [Conferência Nacional sobre Segurança Pública]. Cheguei a postar aqui neste espaço uma nota sobre o evento que dizia:
Por motivos outros não pude comparecer ao evento que durou dois dias – quinta e sexta-feira. Mas certamente o que foi discutido, se espera, deva ser posto em prática. Não obstante a violência em nossa cidade chegou a um ponto tal que o governo não pode mais esconder a situação. O prédio onde mora o vice-governador do estado Iberê Ferreira de Souza já está na lista dos que sofreram assaltos. Um outro, onde residia o superintendente da Polícia Federal ídem. O caos da insegurança já tomou conta de Natal e se nada for feito de imediato se corre o risco de ficarmos refém da bandidagem como ocorre nos grandes centros do país.
Sou testemunha da violência que assola Natal. Há duas semanas postei aqui neste mesmo espaço uma matéria em que falava sobre a questão da insegurança no Tirol, bairro em que moro. Um vizinho meu teve o seu carro perfurado por uma bala de grosso calibre. O automóvel estava estacionado no pátio do edíficio que dá os fundos para o morro de Mãe Luiza. Qual a surpresa desse meu vizinho que de manhã ao entrar no carro para sair com sua esposa o vidro do lado do carona estava com um buraco de bala. O tiro pela posição em que se encontrava o veículo veio do morro. Sorte que não havia ninguém dentro do carro. Supõem-se que tenha sido pela madrugada. Quer dizer, nem dentro de sua própria casa o cidadão está livre de ser baleado.
Não raro o dia em que assaltos não acontecem nos bairros do Tirol e de Petropólis. Estudantes dos colégios Henrique Castriciano, Escola Doméstica e Maria Auxiliadora, são assaltados quase que todos os dias. Policiamento que é bom neca de pitibiriba. As policias comunitárias e a dupla Cosme e Damião, são coisas do passado.
Ainda ontem mesmo acontecia uma briga de gangs no centro da cidade. Coisa que pelo o que diz a imprensa já virou rotina. Comerciantres apavorados têm que fechar as portas dos estabelcimentos. E a polícia onde está? Assaltos a estabelecimentos comerciais também já não são nenhuma novidade. Dizer que Natal ainda é uma cidade tranquila para se viver é uma balela. Há muito esta cidade ficou violenta.
Mas como disse o coordenador da Secretaria de Justiça e da Cidadania Marcos Dionísio “o Conseg veio para preencher um vazio e conclamar a sociedade e eleger princípios, diretrizes e ações que construam a paz”. O que se espera é exatamente isso. Que o governo deixe o discurso de lado e parta para a prática. A conferir!
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