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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O MPL pode está sendo deturpado
Me preocupa o momento que o Brasil vive. Manifestações de protestos de todo tipo acontecendo que vão desde os índios, passando pelo MST (Movimento dos Sem Terra), agricultores e chegando aos estudantes com o seu MPL (Movimento Passe Livre). Não só isso. Me preocupa mais ainda o fato de que estão querendo, parece, deturpar a causa. Quando políticos usam as redes sociais e até blogs para fazer comentários sobre o assunto deixa claro que querem transformar o movimento num movimento político-partidário. E isso não é bom. Pode levar o país a instabilidade.
Criticar a truculência das polícias até concordo. Mas temos que ver que Polícia não tem cor partidária. Ela é truculenta em São Paulo, como no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, cujo governo é do PT. Sendo assim, polícia por polícia nenhuma delas trata os estudantes ou manifestantes com flores, seja aqui, na Turquia, na Inglaterra, EUA, etc. É tudo na base do cacetete, da bala de borracha ou do spray de efeito moral. Abusam da “autoridade”.
Mas a grande preocupação é quanto a questão da instabilidade que se está criando no território nacional. Se o propósito inicial do Movimento Passe Livre era zerar as tarifas do transporte coletivo, estão levando a que os jovens manifestantes introduzam outras bandeiras. Isso é muito perigoso. Uma democracia conquistada a duras penas não pode ser de uma hora pra outra jogada na lata do lixo.
Não discuto a legitimidade do MPL, embora ache que muito mais importante seria um movimento deste tipo em prol da melhor qualidade do ensino público principalmente partindo da estudantada, coisa que, pelo menos neste início de século 21 ainda não se viu neste Brasil varonil. Certamente um movimento em defesa da melhor qualidade do ensino partindo das redes sociais teria maior legitimidade do que qualquer cota social.
Mas o movimento agora é pela tarifa zero do transporte coletivo, se supõe. Difícil vai ser convencer os governos de que isto é possível. Em todo caso já há exemplos disso, não nas grandes cidades como as capitais, mas cidades do interior da própria São Paulo e do Rio de Janeiro. Se isso será possível nas capitais, duvido muito.
Fato é que o movimento tende a continuar e as fileiras do quanto pior melhor aumentando cada vez mais. É preciso enxergar isso. Movimentos crescentes deste tipo costumam desestabilizar governos, o que não seria bom para o Brasil, convenhamos. Os que defendem hoje o MPL podem amanhã lamentar. A conferir!
Charge: Amorim, no Correio do Povo (RS)
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