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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Vamos parar de ideologizar os protestos. Só os vândalos não têm o que dizer

Primeiro foram os políticos que não entenderam o recado das ruas e ficaram perplexo. Agora vejo nas redes sociais o debate que se trava para ideologizar o movimento criado nas capitais brasileiras para baixar a tarifa do transporte público e que tomou grandes dimensões com protestos de todo tipo face a insatisfação generalizada que aflora no país. Não vejo como se ideologizar esse movimento se os próprios organizadores são contra a participação de partidos políticos. Entendo ser um movimento de insatisfação generalizada e plural.

Alí estão desde os estudantes insatisfeitos com o valor do preço das passagens e da péssima qualidade oferecida pelo transporte público até os protestos pela melhor qualidade do ensino e de uma saúde pública nos padrões da Fifa. Vejo também que as passeatas que hoje devem chegar ao seu ápice levando milhões de brasileiros as ruas de todo o país, têm um desejo de mudança, não ideológico como estão tentando incutir, mas de mudança de um país que sofre, sobretudo, com a insegurança, a corrupção em todos os níveis de poder, a impunidade, a injustiça social, enfim, tem tanta coisa errada que nem caberia num cartaz.

Hoje, certamente, estarão engrossando as fileiras dos protestos os homossexuais que vão as ruas levar o seu repúdio contra a aprovação da “cura gay” pela CCJ da Câmara, os representantes do Ministério Pública que são contra a PEC 37, que alija promotores e procuradores das investigações de caráter criminal, os ecologistas que são contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, e os que estão ali até mesmo sem entender o que está acontecendo. Todos os protestos são legítimos!

Mas o mais interessante nisso tudo é que hoje li no Globo uma jovem dizendo o seguinte:

Vou à passeata levado pela indignação. Vou guiado pelas palavras da minha avó, que dizia: ‘o povo que perde a capacidade de se indignar deixa de viver e passa a sobreviver’. Nos últimos dias, as pessoas estão provando que acordaram. Acho que a manifestação tem que tomar um corpo mais sério porque a gente não vai poder ficar saindo na rua o resto da vida.

Perfeita a sua justificativa para ir ao protesto de rua.

Sendo assim, não vejo motivos para se ideologizar as manifestações de rua, tendo em vista que são plurais e democráticas. Ninguém pode querer exclusividade num protesto popular. Afora os vândalos, que não tem cor partidária e que estão ali só pra fazer terrorismo destruindo patrimônios públicos e roubando lojas, o protesto que foi entendido pela própria presidenta Dilma ao dizer que  “essa mensagem das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido de dinheiro público e comprova o valor intrínseco da democracia, da participação dos cidadãos por seus direitos”, deve ser encarado de maneira apartidária e plural, como disse. O resto é querer esconder o lixo debaixo do tapete quando todos sabemos que cada um tem o seu tapete também com muita sujeira por baixo.

Charge do Nani

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2 Responses to Editorial

  1. João Silva disse:

    O povo está exercendo sua Cidadania. A polícia tem que se preocupar em proteger o povo. E punir, severamente, os bagunceiros e os vândalos que estão destruindo e lixando a cidade.

  2. wagner disse:

    É amigo, tem muita gente com dor de cotovelo querendo desmerecer os protestos, eu acho que por mais “perdida” que a manifestação possa ser, é mil vezes melhor que a velha omissão nacional!

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