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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Eles, os políticos entenderam, sim, o recado das ruas
Num primeiro momento ficaram perplexo com as movimentações de protestos nas ruas contra tudo e contra todos. Mas depois caíram na real. A sociedade cobra mudanças de atitudes da classe política. Isto já está bem claro aos olhos deles. Prova maior disso é que um dos alvos da onda de protestos pelo país, o Congresso prepara uma “agenda positiva” para tentar melhorar sua imagem.
Líderes partidários nas duas Casas foram convocados a elaborar uma nova pauta a ser votada em breve. Todas as sugestões já pensadas dizem respeito a bandeiras erguidas durante as manifestações. Entre elas, a medida provisória que destina 100% dos royalties do pré-sal para a educação, o Plano Nacional de Educação e a ampliação de itens isentos de PIS/Cofins para empresas de transporte coletivo.
Também já está decidido que serão postos na gaveta a proposta que tira poderes de investigação do Ministério Público (PEC 37), a emenda constitucional que submete decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Legislativo e o projeto da chamada “cura gay”. Durante as manifestações de rua, esses projetos foram muito criticados.
Aqui faço um registro também a presidenta Dilma Ruosseff. Em pronunciamento ontem à Nação em cadeia de Rádio e Televisão, ela deixou claro que as mudanças se fazem necessárias quando afirmou:
– As manifestações desta semana trouxeram importantes lições: as tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor destas manifestações para produzir mais mudanças, mudanças que beneficiem o conjunto da população brasileira.
Nunca na história deste país um governante reconheceu que a sociedade tem razão quando cobra o fim da corrupção e do desvio dos recursos públicos. Dilma reconheceu existir isso quando disse:
– Sou a presidenta de todos os brasileiros, dos que se manifestam e dos que não se manifestam. A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática.
Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Todos me conhecem. Disso eu não abro mão.
Esta mensagem exige serviços públicos de mais qualidade. Ela quer escolas de qualidade; ela quer atendimento de saúde de qualidade; ela quer um transporte público melhor e a preço justo; ela quer mais segurança. Ela quer mais. E para dar mais, as instituições e os governos devem mudar.
Registrado isso e repito mais uma vez o velho e sábio político Ulysses Guimarães:
– A única coisa que mete medo em político é o povo nas ruas.
O recado foi dado e compreendido. A conferir!
Charge: Aroeira, no Jornal do Sul
Não há democracia sem partidos, lógico. Mas quem disse que no Brasil há partidos? O que temos é uma caldeirada de siglas de aluguel, quando menos um inescrupuloso e espúrio sopão fisiológico. O máximo que tivemos foi um arremedo de partido, o PT, que ao chegar ao poder deu no que deu. Mas há quem fale em “democracia madura”, tal e coisa, baseada em agremiações nebulosas engolfadas em todo tipo de escândalo. Esquecem-se de que partidos descendentes de corrupção não são partidos, mas organizações mafiosas sem qualquer legitimidade moral. O povo nas ruas é uma prova cabal da orfandade de lideranças, do salve-se quem puder. Se há partido no Brasil, hoje em dia, é o Partido da Indignação Nacional, sem liderança aparente e exigindo máxima distância da cozinha anti-higiênica em que se produz a lavagem servida na pocilga da política brasileira.