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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Não basta ser correto tem que parecer

As ruas já deram o recado. A insatisfação contra a classe política é generalizada, prova maior disso foi a pesquisa Datafolha que revelou queda na popularidade de todos os governantes, sejam eles do PT, do PSDB, do PMDB, etc e tal. As ruas estão dizendo aos políticos que não basta ser correto, tem que parecer. O povo não quer só o direito pleno à cidadania, quer qualidade de vida e moralização da coisa pública. Outra prova disso: o mesmo instituto revelou em pesquisa que a prisão imediata de réus do mensalão é defendida por 74% das pessoas ouvidas.

Os políticos estão apostando no arrefecimento das manifestações com a ideia do plebiscito para a reforma política. Não acredito. Para o próximo dia 11 já tem agendado uma grande manifestação nacional. Lembro mais uma vez que a Copa das Confederações já passou. As atenções agora não serão mais divididas. Todos, absolutamente todos estarão de olho nas mudanças que o clamor das ruas exige. A própria Igreja tem se manifestado favorável aos protestos de rua, sem vandalismo, claro.

Não é hora dos políticos estarem brigando por palanques eleitorais. Cada um tem que fazer a sua parte sem se preocupar com o que os outros estão fazendo. Um erro a presidenta Dilma Ruosseff declarar que não fará demagogia para cortar gastos. Sem citar o governador Geraldo Alckmin (PSDB), ela afirmou que não reduzirá a equipe de 39 ministros. Alckmin anunciou que vai reduzir secretarias e cargos comissionados para poder bancar o passe livre. Não acho que seja demagogia e sim uma necessidade.Diria até uma exigência. Dilma poderia aproveitar, por exemplo, e extinguir a Secretaria Nacional da Micro e Pequena Empresa, que tem status de Ministério e foi entregue ao vice-governador de São Paulo, Guilherme Affif Domingos, para atrair o apoio do PSD a sua candidatura a reeleição. Não faria nenhuma falta. Outros tantos ministérios também poderiam ser extintos.

Fato é que a presidenta da República junto com governadores e prefeitos terão que rebolar muito para encontrar soluções que diminuam gastos em seus governos, do contrário não conseguirão alcançar os objetivos que tanto as ruas revindicam que são uma saúde de qualidade com hospitais padrões Fifa, uma educação de vergonha e um combate a violência e a corrupção eficaz. Sem o que de nada vai adiantar o “circo” que foi armado com a proposta de plebiscito para a reforma política e as votações a toque de caixa de projetos de interesse da sociedade como ocorreram na semana passada no Congresso Nacional.

É como disse o Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, em nota publicada pela Arquidiocese:

– O povo já não suporta mais a imposição de humilhações e aviltamento da dignidade humana dos que precisam dirigir-se aos serviços de saúde, de educação, de segurança e de transporte público. O povo, com rasgos de desespero, manifesta sua indignação pelo descaso recorrente dos que nos governam, pela ausência de uma política pública de Estado.

Basta, chega!

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