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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Por que não estender o programa aos invasores do Parque das Dunas?

A prefeitura de Natal está com um programa em execução de relocação de famílas que estão residindo em áreas consideradas impróprias para moradias. O projeto está sendo executado pela Seharp [Secretaria Municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes]. Leio no jornal Diário de Natal que famílias de assentamento em Mãe Luiza estão sendo transferidas para casas no Planalto 2, zona oeste da cidade.

O loteamento é formado por casas de alvenaria com sala, dois quartos, cozinha, banheiro e área de serviço. De acordo com a secretária da Seharp, Diana Motta, cerca de R$ 10 milhões foram investidos para a construção das casas, que devem abrigar 500 famílias. Já moram no local comunidades transferidas do Alagamar e da favela do Peão, em Ponta Negra, além de moradores da comunidade do Detran, Cidade da Esperança. As próximas mudanças estão previstas para ocorrer até o final do ano e vão abranger a favela Via Sul, em Candelária, e 8 de outubro, nos Guarapes. As casas que receberam os novos moradores ainda não têm água nem energia elétrica, mas segundo a secretária, até o final da semana, o problema seria resolvido.

Pois muito bem: Por que é que a prefeitura não aproveita e também reloca as 76 famílias instaladas no Parque das Dunas de maneira irregular, correndo risco das casas desabarem, já que estão no topo do morro do Tirol? Além disso o desmatamento do parque que se agrava a cada ano e a contaminação do lençol freático. Todos sabemos que Natal é cercada de dunas que fazem o trabalho de filtragem da água das chuvas. O Parque das Dunas, considerado o segundo maior parque urbano do Brasil, perdendo apenas em área para a Floresta da Tijuca, no Rio, faz uma espécie de cinturão verde na capital do Rio Grande do Norte.

A atual administração natalense é do PV e deveria, com isso, dá o exemplo, aproveitando esse programa e relocando  as pessoas que residem de maneira irregular e ilegal no Parque das Dunas. O Ministério Público Estadual, inclusive, já move uma ação há mais de seis anos contra o governo do estado – responsável pelo parque – e a prefeitura de Natal, que deveria doar um terreno para a instalação das 76 famílias. Mas até hoje, as famílias continuam lá. A encarregada do processo é a promotora de Justiça e do Meio Ambiente Gilka da Mata.

Aproveitando essa “reaproximação” política-administrativa entre a prefeita de Natal Micarla de Souza (PV) e a governadora do estado Wilma de Faria (PSB)  não seria hora de se pensar nisso e cumprir as determinações do MP? Com a palavra a promotora Gilka da Mata, a prefeita de Natal Micarla de Souza e a governadora Wilma de Faria (PSB).

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