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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Um guarda-chuva para dona Wilma
Como não é novidade para ninguém o presidente da Câmara e presidente do PMDB no Rio Grande do Norte, deputado Henrique Eduardo Alves, está tratando de ter a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), ao lado do seu partido nas eleições de 2014. Para isso, quer abrigar Wilma num mesmo guarda-chuva na chapa proporcional ao lado dele próprio, do deputado João Maia (PR), do deputado Felipe Maia (DEM) e, se possível, também da deputada Sandra Rosado, todos candidatos a reeleição. Ja falei sobre isso em outra oportunidade. Clique aqui para ver.
O amigo e colega Diógenes Dantas confirmou isso numa conversa que teve com o ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), conversa essa publicada hoje em seu blog no Nominuto.com. Diz Dantas:
Eu descobri o que o PMDB espera de Wilma de Faria. Por meio de Iberê Ferreira de Souza (PSB), encarregado das primeiras conversas com a cúpula peemedebista, o deputado federal Henrique Eduardo Alves propôs o seguinte a Wilma: se ela abrir mão da disputa majoritária – governo ou Senado – e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, a ex-governadora terá total ajuda financeira para se eleger e apoio jurídico para enfrentar alguns reveses no âmbito da Justiça.
E mais:
Quanto aos problemas jurídicos, não é à toa que a governadora Rosalba Ciarlini endureceu o discurso contra Wilma no aspecto ético.
Aguardam-se decisões desfavoráveis a Wilma em vários processos relativos aos escândalos de corrupção que marcaram o governo dela. As nuvens estão carregadas nas cercanias do PSB.
Pois muito bem, caro leitor. Dias atrás publiquei Editorial aqui neste espaço sob o título “Os poderes fedem” em que relatava o seguinte:
Na semana passada um político me disse que um famoso advogado de um conhecido partido certa vez falou que para mudar o rumo de uma sentença bastava dispor de R$ 200 mil ou quantia equivalense. O que, convenhamos, na política não é nenhuma novidade, aqui e além mar. Contudo, precisava ouvir isso de um político para ter a confirmação. Este político, claro e óbvio, me pediu que resguardasse o seu nome.
O que se conclui que na política não se tem espaço para amadores. Dindin e um bom escritório de advocacia fazem parte do script para quem deseja ganhar uma eleição, sobretudo, majoritária. E, claro, um leque de alianças que possa contemplar a todos, aliados e até “adversários”, como é o caso do que está sendo proposto.
O discurso de que é preciso a união da classe política para tirar o Rio Grande do Norte da crise administrativa em que se encontra é conversa pra boi dormir. Essa história de que o radicalismo acabou também, da mesma forma, não passa de balela. Hoje estão todos contra a governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Após a formação dos palanques, quem ficar de fora do guarda-chuva que está sendo articulado, volta a ser inimigo. E aí, volta-se ao radicalismo.
Exemplo: na eleição para prefeito, por ser adversário político na campanha, o atual prefeito, Carlos Eduardo Alves (PDT), primo do ministro Garibaldi Alves (PMDB), chegou a dizer que Garibaldi depois de velho tinha ficado radical.
O guarda-chuva que está sendo aberto é exatamente para contemplar a todos e evitar o radicalismo. Volto a dizer o que venho dizendo a tempos: A chapa que está sendo articulada é Garibaldi para governador e a deputada federal Fátima Bezerra (PT) para o Senado. À Wilma, o melhor mesmo é aceitar a proposta de Henrique, pois sem dinheiro numa campanha majoritária – governo ou Senado – não vai muito longe.
E Diógenes Dantas tem razão quando afirma:
Essa acomodação política se faz necessária por dois motivos: primeiro, o PMDB não aceita ter Wilma como candidata ao governo; segundo, Henrique Eduardo não quer problemas com o PT da presidenta Dilma Rousseff que prioriza a candidatura de Fátima Bezerra ao Senado no Rio Grande do Norte.
A conferir!
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