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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
`Deem uma chance à Rosalba´
O título acima é apenasmente – como diria Odorico Paraguaçu – figurativo para chamar a atenção do leitor. Tanto é que o coloquei aspeado. Em que pese que a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), só queira falar de eleições quando o novo ano chegar, como já me disse no twitter dias atrás, sou daqueles que estou cético quanto a uma provável candidatura sua a reeleição. Por dois motivos: o seu alto índice de desaprovação perante o eleitorado e, principalmente, o fato de vir atrasando os salários dos servidores. É verdade que o atraso diz apenas a uma parcela do funcionalismo, contudo é um pecado capital para um governante, sobretudo num estado em que o maior empregador é ele mesmo. A título de exemplo, cito o ex-governador Geraldo Melo, considerado pelo funcionalismo público do RN como o pior governador que o estado já teve.
Rosalba quando afirma que sobre eleições só fala em 2014 é porque está apostando nas obras da Copa e no próprio evento, em que Natal, capital do estado, será uma das 12 sedes. É verdade também que a governadora tem até conseguido recursos junto ao governo federal para tocar algumas obras de interesse social, caso do maior convênio para projetos de saneamento básico já feito por um governante potiguar assinado na última sexta-feira (1) com a presença, inclusive, do Ministro das Cidades, Aguinaldo Veloso. Estimado em R$ 504 milhões, só para Natal, o convênio faz parte das obras do plano de ação Sanear RN, lançado oficialmente em junho, com um investimento de aproximadamente R$ 1,4 bilhão em obras de saneamento em 18 cidades potiguares.
Todos sabem que por mais que o governante da hora invista em obras que trazem benefícios à sociedade o que marca mais em seu governo é a forma de governar. Rosalba Ciarlini não mantém boa relação com os servidores públicos pelo fato de não cumprir os Planos de Cargos e Salários conquistados por algumas categorias. É verdade, e aí não se pode culpar Rosalba, que estes planos foram aprovados a toque de caixa pela Assembleia Legislativa nos governos passados, de Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira de Souza (PSB). Contudo, o servidor público não quer saber disso. Se os planos foram aprovados cabe ao governador (a) cumprir, o que não vem ocorrendo no governo do DEM. Somado a isso o atraso de salários é uma espécie de pá de cal nas pretensões de Rosalba a um eventual projeto de reeleição.
Não há nada mais desgastante para um governante do que não cumprir os Planos de Cargos e Salários e atrasar os vencimentos do funcionalismo público. O seu governo pode está abarrotado de escândalos, mas o povo esquece – veja o caso da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), hoje vice-prefeita de Natal e despontando nas pesquisas de intenção de voto como favorita ao pleito de 2014 para o governo. Mas se mexer no bolso do servidor aí a coisa fica feia.
Mas, triste do poder que não pode. E aí recorro a outro exemplo não muito distante: Fernando Freire. este era vice-governador de Garibaldi Alves Filho (PMDB). Na sucessão de Garibaldi, o hoje presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, era o candidato do governo para suceder Garibaldi. Henrique foi picado pela “mosca azul” para ser vice de José Serra (PSDB), então candidato à Presidência da República. Chamuscado pelo “fogo amigo” com o escândalo das contas em paraísos fiscais detonado por sua ex-mulher e revelado pela IstoÉ, Alves foi deixado de lado e o seu projeto de se candidatar ao governo também naufragou. E qual seria a solução do PMDB? Lançar Fernando Freire para governador faltando pouco ais de três meses para as convenções partidárias que iriam homologar as candidaturas.
O PMDB arriscou. Lançou Freire para governador que acabou indo ao segundo turno. Com a caneta na mão, caso agora de Rosalba, o então vice-governador teve fôlego na disputa com Wilma de Faria para o turno final das eleições, mas a tinta acabou e o resultado todos sabem. O que pode ocorrer acaso Rosalba Ciarlini se aventure a reeleição, embora não acredite nesta possibilidade. A conferir!
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