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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A propósito…
O jornal O Estado de São Paulo publicou hoje uma matéria interessante que diz que “Terceira via muda xadrez eleitoral”. Diz o texto:
– A eventual entrada de Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, na disputa presidencial de 2010 pode acabar com o caráter plebiscitário da eleição dando origem a uma “terceira via”, que certamente se beneficiará do desgaste da polarização entre PT e PSDB. Na avaliação de analistas políticos e parlamentares, a candidata Marina tende a empurrar a eleição para o segundo turno, trazendo o “imponderável” para a disputa, em razão, principalmente, de três fatores: é uma novidade eleitoral; tem boa imagem num momento em que o país assiste às denúncias no Congresso; e defende uma bandeira palatável a setores da classe média, o meio ambiente. Baseados na expressão “terceira via” – mas não no conceito desenvolvido pelo sociólogo inglês Anthony Giddens, que nos anos 90 pregou um caminho entre o neoliberalismo e a social-democracia excessivamente calcada do papel do Estado -, analistas veem mudança no xadrez político com Marina na disputa.
Pois muito bem: Caso se confirme a candidatura à Presidência da República da senadora Marina Silva pelo PV, é certo que a prefeita de Natal (RN) Micarla de Souza apoiará ela. Disso não tenho a menor dúvida. Portanto, Marina teria uma palanque no Rio Grande do Norte para defender o meio ambiente, princpal bandeira dos pevistas. Sendo assim, se descarta de imediato Micarla de Souza vir a fazer parte do pacto pela Unidade Potiguar, como admitem os deputados federais Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), João Maia (PR-RN) e o presidente da Assembléia Legislativa deputado Robinson Faria (PMN).
Aliás, sobre terceira via é bom lembrar que Robinson Faria, aliado de primeira hora de Micarla de Souza nas eleições municipais do ano passado, voltou a admitir ontem, na coletiva para anunciar o “pacto”, que não está decartado uma terceira via nas eleições estaduais. Penso que em não vingando esse “pacto”, que prefiro chamar de frente “Alquimistas, Redondos e Escorregadios”, e Marina Silva sendo realmente a candidata do PV à Presidência da República, o presidente da Assembléia Legislativa certamente contará com um palanque para o seu projeto político de chegar ao governo do Rio Grande do Norte. Não estou aqui conjecturando, mas falando de uma possibilidade real.
Marina da Silva candidata à Presidência da República vai mudar o xadrez eleitoral não só a nível nacional, como de certo nos estados e principalmente no Rio Grande do Norte. O “pacto” ou a frente como prefiro chamar é fruto de um propósito de manter a base aliada de Lula unida no Rio Grande do Norte, conforme falou o próprio Henrique Eduardo Alves na coletiva. Claro, isso implica em também manter a união dos partidos que apóiam o governo Wilma. Mas todos sabemos que em política o que fala mais alto são os interesses de cada um.
Como contemplar os partidos de uma aliança onde pelo menos quatro deles tem pretensos candidatos ao governo? No caso o próprio partido da governadora, o PSB, o PMN, o PR e o PDT?
Como contemplar os partidos de uma aliança onde o vice-governador – Iberê Ferreira de Souza – quer ser candidato a sucessão estadual? E diga-se de passagem, um candidato natural.
Como contemplar os partidos de uma aliança onde quem estar no governo, no caso o PSB, tem um candidato natural ao governo e uma pré-candidata ao Senado, a governadora Wilma de Faria?
Como contemplar uma aliança onde dois partidos – PSB e PMDB – antes mesmo de se discutir o nome para ser o candidato a governador, já antecipam os nomes que vão disputar o Senado. A governadora Wilma de Faria, pelo PSB e o senador Garibaldi Alves, candidato a reeleição. Aliás, candidaturas essas prioritárias nos dois partidos.
Enfim, o pacto pela Unidade Potiguar ou a frente “Alquimistas, Redondos e Escorregadios” dificulta os entendimentos tendo em vista essas questões que citei. Dizer que o candidato a governador a ser escolhido para representar a aliança será feita através de aprovação popular, medida através de pesquisas quantitativas e qualitativas isso é muito relativo.
Primeiro se tem que levar em consideração qual dos quatro – Iberê Ferreira, João Maia, Robinson Faria e Carlos Eduardo – estarão mais expostos à mídia para conhecimento público. De certo, Carlos Eduardo aí já leva uma desvantagem. Não exerce mais cargo público.
Segundo, para quem sobrar que cargos serão oferecidos? Na chapa majoritária só sobra o de vice, se levando em consideração que para a senatória já tem Wilma de Faria e Garibaldi Alves.
E terceiro, é preciso saber se quem não se achar contemplado permanecerá na aliança.
Daí, Robinson Faria ter reafirmado que não está descartada a terceira via. A candidatura Marina da Silva certamente é mais um azimute na eleição presidencial e na eleição no Rio Grande do Norte. Pode ter certeza caro web-leitor.
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