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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Fim do radicalismo; conversa pra boi dormir

Essa história de que o radicalismo acabou na política papa-jerimum é conversa pra boi dormir. Quando os interesses estão em jogo e principalmente em uma eleição é melhor sair da frente que atrás vem chumbo grosso. A troca de gentileza e o fim do radicalismo tão propalado aos quatro cantos do estado quando José Agripino Maia e o clã Alves fizeram as “pazes” serviu sim na eleição em que o senador Garibaldi Alves (PMDB) foi pela terceira vez candidato ao governo enfrentando a então governadora Wilma de Faria (PSB), canddiata na época a reeleição. Naquele momento interessava aos Maia e aos Alves derrotar Wilma. E aí surgiu a história do fim do radicalismo. Claro, entre Maia e Alves.

Não conseguiram. Wilma ganhou a eleição com um discurso de que estava enfrentando os “caciques” da política potiguar. Na eleição seguinte na disputa para o Senado, os chamados “caciques’ deram o troco. Com duas vagas apenas para serem preenchidas e na disputa Agripino e Garibaldi pela reeleição e Wilma tentando a primeira vez chegar ao céu, digo, Senado, a resposta veio nas urnas. Agripino e Garibaldi se reelegeram e deixaram Wilma com a mão abanando. O hoje ministro da Previdência se gaba de ter dado uma surra de mais de 1 milhão de votos em Wilma de Faria. Tem suas razões. Garibaldi não engole a derrota pra Wilma ao governo do estado.

Agora o presidente da Câmara e estadual do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), volta a pregar o fim do radicalismo. Está propondo a união de todos em defesa do Rio Grande do Norte. Diz que o PMDB está aberto a conversas com “todos que querem o melhor para o estado”. Difícil acreditar nisso, pois que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), candidata a reeleição, não está nesta lista de Alves. Até prova em contrário, acredito que Rosalba queira o melhor para o RN. Sendo assim, o radicalismo, neste caso, já começa aí.

Ora,ora,ora. Fazer política não é rezar na mesma cartilha, e Henrique Alves, como parlamentar experiente que é sabe muito bem disso, pois convive diariamente na Câmara dos Deputados com situações de radicalismo. E numa eleição até mesmo quem já foi aliado e hoje é adversário acaba radicalizando.

Curioso é que as conversas entre Henrique e Wilma sobre a possibilidade de um acordão para as eleições de 2014 não têm a participação de outro grande interessado no processo sucessório. O ministro Garibaldi Alves. Foi assim em seu apartamento quando Wilma e sua filha deputada estadual Márcia Maia o procuraram pela primeira vez para conversar sobre a possibilidade de uma aliança com vistas a 2014 – Henrique naquela época era cotado para ser candidato a governador e o PSB ainda não havia rompido com o governo Dilma. Foi assim no jantar promovido pelo ex-deputado Wober Júnior (PPS) em que estavam presentes Henrique e Wilma, e até o marqueteiro da vice-prefeita de Natal, publicitário Alexandre Macedo. E foi assim no último sábado onde Henrique e Wilma foram prestigiar o Congresso Estadual do PPS, quando o ex-deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), sugeriu a aliança do PMDB com o PSB no Rio Grande do Norte. Detalhe: o PPS apoiará a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB-PE) à Presidência da República.

Ao repercutir Editorial do blog postado neste domingo sob o título “acordão entre Alves e Wilma de Faria só beneficia a “guerreira”, o presidente da Câmara tratou de postar no twitter o seguinte:

@blogdobarbosa Amigo,e se aliança for com PT… é acórdão tb? Ainda bem q entendo todas essas análises rs!Radicalismo não contará c o PMDB.

Confesso está surpreso quando Henrique pergunta se uma aliança com o PT não seria também um acordão? Claro que não, respondo. Ou o parlamentar esquece que o PMDB tem o vice-presidente da República Michel Temer (SP), que aliás é presidente licenciado do partido e que já há um compromisso dele ser novamente o companheiro de chapa da presidenta Dilma Ruossseff na sua candidatura a reeleição? Sendo assim, o mais correto é o PMDB do RN respeitar a verticalização indicando o candidato a governador e o PT ao Senado, no caso da deputada federal Fátima Bezerra, prioridade da Executiva nacional do seu partido no estado. Ou o PMDB de Henrique vai radicalizar com o PT no momento em que ele fala “não a radicalização”?

Mais surpreso fiquei foi Henrique dizer que “ainda bem que entendo todas essas análises” e colocar rs (abreviação de sorriso). O que insinuou o deputado com isso?

Devo dizer que não tenho nenhuma ligação com o PT, embora tenha muitos amigos no partido assim como tenho no PMDB. Este blog, repito, é independente

 

 

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