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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia

Reunião com Guido Mantega frustra empresários, que não escondem irritação

Está no Correio Braziliense

Os esforços do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para melhorar a imagem do governo não tiveram efeito sobre os 18 empresários com quem se reuniu ontem, em Brasília. Os convidados saíram do encontro frustrados. A falta de acordo em torno da Medida Provisória (MP) nº 627, que trata da tributação sobre lucros no exterior de multinacionais brasileiras, levou apenas à criação de um grupo de trabalho formado por executivos do setor privado e técnicos do governo.

Os representantes das empresas procuram evitar o confronto em torno da MP e prometeram apoiar a aprovação no Congresso de uma versão com ajustes. Marcos Jank, diretor executivo global de assuntos corporativos da BRFoods, resultante da fusão de Perdigão e Sadia, se mostrou irritado com o desfecho da reunião. “Havia mais expectativas. Mas, pelo menos, estamos buscando o diálogo para ver se a MP acerta, porque ela realmente aumenta a tributação”, disse ao sair do encontro com Mantega. Segundo o executivo, outras reuniões serão marcadas para discutir alterações no projeto.

A MP 627 precisa ser votada até abril para não continuar vigorando. Esse trâmite, porém, pode ser mais espinhoso para o governo do que o esperado. O relator da comissão especial que analisa o texto é o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), um dos protagonistas da atual crise entre a presidente Dilma Rousseff e a sua base parlamentar de apoio. Se a MP não for votada a tempo, volta a valer a regra antiga, que obriga o pagamento integral dos impostos sobre o lucro das subsidiárias assim que é registrado. Cunha propõe facilitar o pagamento da dívida com o Fisco e parcelar a conta em até 5 anos.

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