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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Os perigos de uma aliança de coalizão, como quer Henrique
O Editorial do jornal O Globo hoje, escrito pelo jornalista Merval Pereira, sob o título ” Clima de traição”, foi perfeito. Diz o lead do texto: – O que esta crise política está demonstrando, mais uma vez, é que o modelo de “presidencialismo de coalizão” que montamos no Brasil é na verdade distorcido por adaptações que acabam transformando-o em um “presidencialismo de cooptação”, como definiu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recentemente.
Pois muito bem. O experiente deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), presidente da Câmara, candidato a governador do Rio Grande do Norte, está propondo uma aliança de coalizão para alçar sua candidatura ao governo do Rio Grande do Norte. Alves quer unir políticos de diferentes matizes em sua aliança objetivando, se eleito governador, tirar o estado da crise política e administrativa em que se encontra.
É fato que uma coalizão de partidos políticos numa eleição majoritária ganha ares de maior visibilidade no programa eleitoral – TV e Rádio -, ou seja, o tempo de exposição do candidato aumenta e hoje, todos sabemos que o palanque eletrônico é o meio mais fácil de levar a mensagem ao eleitor, embora que ainda mascarada pelas alquimias dos marqueteiros.
No caso da coalizão papa-jerimum Henrique vai abrigar num mesmo guarda-chuva a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), candidata ao Senado com o apoio dos Alves, o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia, que quer reeleger seu filho o deputado federal Felipe Maia, o deputado federal João Maia (PR), que pode ser o vice de Henrique, o ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB), que sonha em retornar à Câmara e, até, quem sabe, o vice-governador, Robinson Faria (PSD), que poderá desistir de sua candidatura para tentar reeleger o filho o deputado federal Fábio Faria. Henrique deixou fora dessa coalizão de partidos o PT, da deputada federal Fátima Bezerra, candidata ao Senado.
O problema maior não está na aliança política-eleitoral. O problema maior a ser enfrentado por Henrique Alves, acaso se eleja governador, está na fatura a ser cobrada após tomar posse. É como disse Merval Pereira: “o que está sendo negociado hoje vale muito pouco adiante, pois as decisões formais de apoio a este ou aquele candidato à Presidência podem ser contornadas regionalmente de acordo com interesses locais”. No caso de Henrique, isto se aplica perfeitamente as condições de sua proposta de formalizar uma aliança de coalizão.
Diz-se até que Wilma de Faria já está exigindo secretarias num futuro governo do PMDB. Certamente João Maia, José Agripino e até mesmo Rogério Marinho vão querer fazer parte da fatia do bolo. Num primeiro momento o “casamento” parece perfeito. Depois vem as brigas até a separação. Repetindo de novo Merval, ” o que parece uma vitória dos políticos ou recuos nada mais é do que resultado de negociações por baixo do pano.”
A conferir!
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