O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Henrique quer ir pra disputa com pouco risco; ou melhor, sem risco nenhum
Diria Nelson Rodrigues que isso é o óbvio ululante. E eu concordaria, claro. Desde que foi procurado pela vice-prefeita de Natal e presidenta estadual do PSB, Wilma de Faria, ainda em maio do ano passado, para saber se seria candidato ao governo do Rio Grande do Norte, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, não deixou de pensar um dia, sequer, sobre essa possibilidade, mesmo com os compromissos em Brasília. O que fez ele alimentar ainda mais essa possibilidade de sair candidato e até ganhar a eleição para governador foi o fato de que Wilma também demonstrou desejo de compor chapa com ele saindo candidata a única vaga destinada ao Senado, desistindo assim de ser novamente candidata ao governo. Condição sine qua non para Henrique.
De lá pra cá várias conversas se sucederam e numa delas Wilma pediu a Henrique que tirasse a deputada federal Fátima Bezerra (PT) do seu caminho. Com a aliança entre o seu PMDB e o PSB de Wilma a possibilidade da petista ser a candidata ao Senado numa chapa com um candidato do PMDB foi afastada. Realizado o desejo de Wilma, Henrique trabalhou a possibilidade de fazer uma aliança que pudesse abrigar, num mesmo guarda-chuva, o maior número possível de partidos para lhe dar sustentação política-eleitoral e ganhar o maior espaço possível no programa eleitoral de Rádio e TV. Conseguiu.
Mas Henrique, como grande articulador que é conhecido na própria Câmara dos Deputados, ainda sonha em ter o vice-governador, Robinson Faria (PSD), pré-candidato a sucessão estadual, também ao seu lado com o PSD integrando a sopa de letrinhas da aliança de coalizão. Ainda em outubro Robinson e seu filho deputado federal Fábio Faria (PSD), à convite de Henrique Alves, estiveram na residência oficial da presidência da Câmara, em Brasília, para tratar do assunto. O próprio Fábio Faria postou no instagran, a época, uma foto do encontro (veja abaixo) e com uma legenda que dizia o seguinte:
“Reunião sobre o presente e o futuro do RN. Pauta aberta!”
Agora, fala-se que Alves aguarda o retorno do vice-governador dos Estados Unidos para saber dele uma resposta sobre a possibilidade desta aliança. Não no sentido de ser ele (Robinson) o seu vice, mas a possibilidade de Robinson ser candidato a deputado estadual com a garantia de fazê-lo presidente da Casa e também da reeleição de seu filho.
Não custa lembrar que a hipotética aliança PSD-PT encontra problemas na chapa proporcional.
Como disse, Henrique quer ir pra disputa com pouco risco; ou melhor, sem risco nenhum.
Para tanto costurou uma grande coalizão de partidos e vai trabalhar o seu marketing com um dos maiores profissionais no Rio Grande do Norte em marketing político, o jornalista Adriano de Souza.
Não só isso. Henrique Eduardo Alves terá ao seu lado o maior número de prefeitos possíveis, entre eles o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), seu primo. Como Natal é o maior colégio eleitoral do estado e na política papa-jerimum costuma-se dizer que quando o bumbo bate na capital ecoa para o resto do estado, Henrique Eduardo Alves certamente está apostando nisso também, claro e óbvio. Se o som do bumbo vai ecoar nas urnas só o tempo dirá.
A conferir!
Deixe uma resposta